Sábado, 18 de abril de 2026

Megaoperação no Rio: governo afirma que mortes seguiram regras e uso de força foi proporcional

Relatório enviado ao STF detalha ação policial que deixou 121 mortos nos complexos da Penha e Alemão.
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O governo do Rio de Janeiro enviou nesta segunda-feira (3) ao Supremo Tribunal Federal (STF) um relatório sobre a megaoperação realizada no dia 28 de outubro nos complexos da Penha e do Alemão. O documento afirma que a ação respeitou as determinações da Corte, usou força “proporcional” e foi planejada para enfrentar uma facção “altamente armada e estruturada”.

A operação resultou em 117 suspeitos mortos — o maior número registrado em uma ação policial no estado — e quatro policiais também morreram.

O relatório foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes, relator da ADPF 635 (conhecida como ADPF das Favelas), que regula operações policiais em favelas do Rio. Moraes esteve no Rio nesta segunda-feira para se reunir com o governador Cláudio Castro e outras autoridades de segurança.

Planejamento e efetivo

Segundo o governo, a operação contou com 2.500 agentes, sendo 1.800 policiais militares e 650 civis, e envolveu um ano de investigação e 60 dias de planejamento tático. O principal alvo era o núcleo do Comando Vermelho no Complexo da Penha, liderado por Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca ou Urso.

O Estado afirma que a facção possuía armas de guerra, bloqueios, drones com explosivos e estruturas de defesa em áreas de mata.

Uso proporcional da força

O relatório destaca que a ação seguiu os princípios de legalidade, necessidade e proporcionalidade. O confronto ocorreu principalmente em áreas de mata para reduzir riscos à população, e não houve mortes de civis não envolvidos com a facção. Policiais usaram câmeras corporais e a operação teve supervisão das corregedorias e do Ministério Público.

Retirada de corpos e perícia

O governo reconhece dificuldades na preservação das cenas devido aos confrontos. Corpos foram retirados por moradores e levados ao Hospital Getúlio Vargas e à Praça da Penha antes da chegada da perícia. Um inquérito foi aberto para apurar possível fraude processual, mas todas as vítimas foram periciadas com acompanhamento do Ministério Público. (G1)

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