Uma denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) aponta que oito vereadores de Sidrolândia receberam cerca de R$ 250 mil em propinas, entre outubro e dezembro de 2022. Os valores teriam sido pagos para que os parlamentares apoiassem interesses do presidente do Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa junto à Prefeitura de Sidrolândia.

As informações estão na investigação que deu origem à Operação Dirty Pix, do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Geco), que cumpriu 18 mandados de busca e apreensão no último dia 18 de novembro, em Sidrolândia e em Manaus (AM).

O dinheiro teria origem em um convênio de R$ 5,4 milhões firmado entre o Governo do Estado e a prefeitura para a compra de equipamentos médicos. Segundo o MPMS, os repasses eram feitos diretamente pela empresa ou por meio de terceiros, para ocultar a origem dos recursos. As transferências partiram das empresas Farma Medical e Pharbox, do mesmo grupo empresarial.

Quanto cada vereador recebeu

Conforme a denúncia, os valores pagos foram:

O presidente do hospital, Jacob Breure, também teria recebido R$ 70 mil. Outro investigado, Júlio César Alves da Silva, apontado como articulador, teria recebido R$ 482,5 mil em parcelas.

Alvos da operação

Entre os investigados estão vereadores, ex-vereadores, secretários municipais, o presidente do hospital e empresários ligados às empresas fornecedoras.

Foram alvos da operação:

Origem do nome “Dirty Pix”

O termo significa “Pix sujo”, referência às transferências ilegais utilizadas para movimentar o dinheiro do esquema.

Posicionamento da Pharbox

Em nota, a Pharbox afirmou ter entregue os equipamentos adquiridos pelo hospital e negou qualquer repasse a políticos ou dirigentes da instituição. Disse ainda que não pode responder pelo uso que terceiros fizeram de recursos referentes a comissões comerciais.

Fonte: midiamax.com.br

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