Quinta-feira, 16 de julho de 2026

Dirty Pix: denúncia aponta que vereadores de Sidrolândia dividiram R$ 250 mil em propina

Uma denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) aponta que oito vereadores de Sidrolândia receberam cerca de R$ 250 mil em propinas
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Uma denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) aponta que oito vereadores de Sidrolândia receberam cerca de R$ 250 mil em propinas, entre outubro e dezembro de 2022. Os valores teriam sido pagos para que os parlamentares apoiassem interesses do presidente do Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa junto à Prefeitura de Sidrolândia.

As informações estão na investigação que deu origem à Operação Dirty Pix, do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Geco), que cumpriu 18 mandados de busca e apreensão no último dia 18 de novembro, em Sidrolândia e em Manaus (AM).

O dinheiro teria origem em um convênio de R$ 5,4 milhões firmado entre o Governo do Estado e a prefeitura para a compra de equipamentos médicos. Segundo o MPMS, os repasses eram feitos diretamente pela empresa ou por meio de terceiros, para ocultar a origem dos recursos. As transferências partiram das empresas Farma Medical e Pharbox, do mesmo grupo empresarial.

Quanto cada vereador recebeu

Conforme a denúncia, os valores pagos foram:

  • Adavilton Brandão – R$ 20 mil (via conta da esposa)

  • Cledinaldo Cotocio – R$ 25 mil + R$ 5 mil

  • Cleyton Teixeira – R$ 25 mil + R$ 5 mil

  • Cristina Fiúza – R$ 20 mil

  • Elieu Vaz – R$ 5 mil

  • Enelvo Felini Júnior – R$ 20 mil

  • Izaqueu Diniz (Gabriel Autocar) – R$ 100 mil + R$ 20 mil

  • José Ademir Gabardo – R$ 5 mil

O presidente do hospital, Jacob Breure, também teria recebido R$ 70 mil. Outro investigado, Júlio César Alves da Silva, apontado como articulador, teria recebido R$ 482,5 mil em parcelas.

Alvos da operação

Entre os investigados estão vereadores, ex-vereadores, secretários municipais, o presidente do hospital e empresários ligados às empresas fornecedoras.

Foram alvos da operação:

  • Cristina Fiúza (vice-prefeita)

  • Enelvo Felini Júnior (secretário municipal)

  • Cleyton Teixeira (secretário municipal)

  • Izaqueu Diniz (vereador)

  • Cledinaldo Cotócio (vereador)

  • Adavilton Brandão (vereador)

  • Jacob Breure (presidente do hospital)

  • Elieu Vaz e José Ademir Gabardo (ex-vereadores)

  • Júlio César Alves da Silva, Júlia Carla Nascimento e Adriele Nogueira Trelha

  • Silvio Pereira Júnior (empresário)

  • Além de empresas ligadas ao grupo investigado

Origem do nome “Dirty Pix”

O termo significa “Pix sujo”, referência às transferências ilegais utilizadas para movimentar o dinheiro do esquema.

Posicionamento da Pharbox

Em nota, a Pharbox afirmou ter entregue os equipamentos adquiridos pelo hospital e negou qualquer repasse a políticos ou dirigentes da instituição. Disse ainda que não pode responder pelo uso que terceiros fizeram de recursos referentes a comissões comerciais.

Fonte: midiamax.com.br

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