Representantes de lideranças dos caminhoneiros afirmam que a família do ex-presidente Jair Bolsonaro orientou o grupo a evitar a deflagração de uma greve neste momento. Segundo relatos, o pedido teria sido direto: não iniciar paralisações nas estradas.
A avaliação é de que uma mobilização da categoria poderia gerar impactos imediatos no país e, ao mesmo tempo, agravar a situação jurídica de Bolsonaro, que cumpre pena por tentativa de golpe. Há receio de que o ministro Alexandre de Moraes interprete qualquer movimento mais incisivo como tentativa de pressão sobre o Judiciário, o que poderia resultar em novas medidas judiciais.
Entre os caminhoneiros, o clima é de divisão. Parte da base demonstra indignação, enquanto outra concorda que o momento é delicado e inadequado para atos mais radicais. Por ora, a estratégia das lideranças é evitar confrontos, acalmar os ânimos e manter o diálogo interno.
A categoria deve aguardar os próximos desdobramentos das decisões judiciais antes de definir se haverá mudança de postura.
Fonte: https://brasildotrecho.com.br/