Quarta-feira, 22 de abril de 2026

Congresso amplia exigência de exame toxicológico para motoristas de carro e moto

Agora, categorias A e B também precisam do teste para tirar a primeira CNH
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O Congresso Nacional decidiu nesta quinta-feira (4) que motoristas das categorias A e B — moto, carro e veículos de passeio — também terão de apresentar exame toxicológico para obter a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A medida foi aprovada após a derrubada de um veto presidencial durante a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026. Antes disso, o exame era obrigatório apenas para condutores das categorias C e D, que dirigem veículos de transporte de carga ou passageiros.

Com a decisão, todos os novos motoristas, independentemente da categoria, precisam apresentar resultado negativo do exame para conseguir a habilitação. Para motoristas das categorias C e D, o teste continua sendo exigido também na renovação.


Outros vetos mantidos e derrubados

Durante a sessão, parlamentares analisaram cinco vetos presidenciais. Três foram mantidos integralmente, um foi derrubado por completo e outro teve parte dos itens mantidos.

BPC continua valendo para pessoas com deficiência leve

O Congresso manteve o veto que impedia restringir o Benefício de Prestação Continuada (BPC) apenas a pessoas com deficiência moderada ou grave.
Com isso, pessoas com deficiência leve seguem podendo receber o benefício, desde que atendam aos critérios de baixa renda. O trecho vetado fazia parte da Lei 15.077 de 2024.

Cadastro de condenados por crimes sexuais

Também ficou mantido o veto ao trecho que determinava que dados do Cadastro Nacional de Pedófilos e Predadores Sexuais continuariam disponíveis por 10 anos após o fim da pena.
Pela regra que permanece em vigor, as informações ficam acessíveis apenas enquanto a pena estiver sendo cumprida.

Embrapa fica isenta de taxas regulatórias

O Congresso rejeitou o veto que barrava a isenção de taxas e contribuições cobradas por órgãos reguladores sobre pedidos feitos pela Embrapa.
Com a derrubada, a empresa pública será dispensada desses custos, medida defendida por parlamentares como forma de estimular inovação no setor agropecuário. (Agência Brasil).

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