Segundo a Famasul, o avanço é reflexo direto dos eventos climáticos extremos, como secas prolongadas, excesso de chuva, geadas e ondas de calor. A alta frequência desses fenômenos aumentou a percepção de risco entre os produtores sul-mato-grossenses.
Enquanto MS cresce, o Brasil enfrenta forte retração: o número de produtores que contrataram seguro rural caiu 59%, passando de 85.580 no ano passado para 35.230 em 2025.
Por que o Brasil caiu e MS subiu?
Especialistas apontam alguns fatores:
-
Produtores maiores diversificaram culturas, ampliando a necessidade de seguro.
-
Pequenos produtores tiveram dificuldade de acessar o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), que sofre com recursos limitados.
-
No Estado, o clima instável fez mais agricultores procurarem proteção para evitar perdas financeiras.
Mesmo com o crescimento, ainda existem barreiras para ampliar o acesso, como custo elevado, burocracia e desconfiança em relação ao pagamento de indenizações.
Perfil do produtor mudou
A Famasul destaca que antes o seguro era procurado principalmente por grandes produtores, mas hoje pequenos e médios também aderem, impulsionados pelo aumento dos riscos climáticos e pela maior divulgação feita por cooperativas, bancos e assistência técnica.
Cenário agrícola
Para o economista Daniel Frainer, a agricultura vive momento positivo, com safra recorde prevista e dólar mais baixo, o que reduz o custo de insumos.
Por outro lado, a pecuária enfrenta dificuldades, com crise em frigoríficos, inadimplência e retração do setor.
Quais culturas lideram o seguro?
As lavouras de soja e milho seguem como as mais protegidas, já que representam as maiores áreas plantadas no Estado.
A expectativa é que o interesse pelo seguro rural continue crescendo em MS e que o setor avance para modelos mais modernos de contratação e cobertura. (correiodoestado.com.br).
