Campo Grande amanheceu nesta terça-feira (16) pelo segundo dia seguido sem ônibus urbanos, em meio à greve dos motoristas. A paralisação, somada à chuva, fez disparar a procura por aplicativos de transporte e os preços das corridas mais que dobraram logo nas primeiras horas da manhã.
Por volta das 6h, uma corrida curta que normalmente custa cerca de R$ 30 chegou a ultrapassar R$ 70, dependendo da categoria escolhida. O valor médio por quilômetro saltou de R$ 7,50 para R$ 16,40, mais que o dobro do preço habitual. As próprias plataformas alertavam para tarifas acima do normal, devido à alta demanda.
Com a frota de ônibus totalmente parada, pontos e terminais ficaram vazios. Trabalhadores, estudantes e idosos precisaram buscar alternativas, como aplicativos, caronas ou até longas caminhadas, principalmente em bairros mais distantes do Centro.
A greve segue sem acordo. A categoria cobra melhorias nas condições de trabalho e reajuste salarial e decidiu manter a paralisação, mesmo com determinação judicial que exige 70% da frota em circulação, por se tratar de serviço essencial.
Uma audiência de conciliação entre o Consórcio Guaicurus e a Prefeitura de Campo Grande está prevista para esta quarta-feira. O Executivo municipal afirma que os repasses às empresas estão em dia, enquanto o impasse continua afetando diretamente a rotina da população. (campograndenews.com.br).