Sábado, 18 de abril de 2026

Imposto de Renda 2026: veja quem fica isento e como ficam as novas alíquotas

Mudanças garantem isenção para salários de até R$ 5 mil e reduzem imposto para quem ganha até R$ 7.350
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A nova tabela do Imposto de Renda 2026, em vigor desde 1º de janeiro, traz mudanças importantes para milhões de brasileiros. A principal novidade é a isenção total do imposto para quem ganha até R$ 5 mil por mês, além de redução gradual da cobrança para rendas de até R$ 7.350.

Apesar da tabela tradicional do IR permanecer a mesma de 2025, a Receita Federal criou redutores adicionais, que funcionam em conjunto com as faixas já existentes. Na prática, o trabalhador verá o alívio no bolso a partir do salário pago em fevereiro. As regras valerão para a declaração do Imposto de Renda de 2027, referente aos rendimentos de 2026.

Quem fica isento do Imposto de Renda em 2026

Passam a ter isenção total:

  • trabalhadores com carteira assinada;

  • servidores públicos;

  • aposentados e pensionistas;

  • desde que a renda mensal total não ultrapasse R$ 5 mil.

Quem possui mais de uma fonte de renda poderá precisar complementar o imposto na declaração anual, mesmo que cada rendimento, isoladamente, fique abaixo do limite.

Quem ganha até R$ 7.350 paga menos

Para salários entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, haverá desconto parcial e decrescente:

  • quanto mais perto de R$ 5 mil, maior o benefício;

  • quanto mais próximo de R$ 7.350, menor a redução;

  • acima desse valor, não há desconto adicional.

A regra também vale para o 13º salário.

Tabela mensal do IR em 2026 (para rendas acima de R$ 7.350)

As alíquotas continuam progressivas e vão de 7,5% a 27,5%, conforme a faixa salarial, com valores fixos de dedução.

Mudanças no cálculo anual

No cálculo anual do imposto:

  • quem ganhar até R$ 60 mil em 2026 ficará isento;

  • rendas entre R$ 60 mil e R$ 88,2 mil terão redução parcial;

  • acima disso, não há desconto.

O redutor não gera imposto negativo nem restituição extra automática.

Imposto mínimo para alta renda

Para compensar a perda de arrecadação, o governo criou o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM), que atinge:

  • rendas anuais acima de R$ 600 mil;

  • alíquota progressiva de até 10%;

  • cerca de 141 mil contribuintes serão impactados.

Entram no cálculo salários, lucros, dividendos e aplicações tributáveis. Investimentos incentivados, heranças, doações e indenizações continuam fora da tributação.

Dividendos passam a ser tributados

Outra mudança é a taxação de dividendos:

  • 10% de imposto na fonte;

  • apenas para valores acima de R$ 50 mil por mês, pagos por uma única empresa.

A medida atinge principalmente grandes empresários e sócios, e o valor retido poderá ser compensado na declaração anual.

Deduções continuam

Permanecem válidas as principais deduções:

  • dependentes;

  • educação;

  • desconto simplificado mensal e anual.

Segundo o governo, 16 milhões de contribuintes serão beneficiados, com impacto fiscal estimado em R$ 31,2 bilhões, compensado pela tributação da alta renda. (Agência Brasil).

 

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