A Fundação do Câncer lançou nesta quinta-feira (8) a nova versão do Guia Prático de Prevenção do Câncer do Colo do Útero, como parte das ações do Janeiro Verde, mês de conscientização sobre a doença. O documento traz orientações atualizadas para profissionais de saúde diante das recentes mudanças no rastreamento e na vacinação contra o HPV no Brasil.

A principal novidade é a substituição gradual do exame Papanicolau pelo teste molecular de DNA-HPV, método mais moderno e eficaz para a detecção precoce do câncer do colo do útero.


🔬 Mudança no rastreamento

Segundo a consultora médica da Fundação do Câncer, Flávia Miranda Corrêa, tanto a vacinação quanto o rastreamento passaram por importantes atualizações, especialmente a partir de 2024 e 2025.

Os testes moleculares de DNA-HPV foram incorporados ao Sistema Único de Saúde (SUS) em 2024 e começaram a ser implementados de forma gradativa a partir de setembro do ano passado, inicialmente em municípios de 12 estados. O Ministério da Saúde já negocia a expansão para mais 12 unidades da federação.

Onde o novo método ainda não estiver disponível, o Papanicolau continuará sendo utilizado.


📊 Por que o novo exame é melhor?

Enquanto o Papanicolau identifica alterações celulares já existentes, o teste molecular detecta a presença do HPV, incluindo os tipos oncogênicos com potencial para causar câncer.

De acordo com o diretor executivo da Fundação do Câncer, Luiz Augusto Maltoni, o novo exame amplia a capacidade de detecção precoce e aumenta a efetividade da prevenção.


👩 Público-alvo e periodicidade

O público-alvo do rastreamento permanece o mesmo:

Com o novo teste:

Em casos de resultado positivo para os tipos mais perigosos (HPV 16 e 18), o encaminhamento para colposcopia é imediato.


🎯 Metas do Brasil até 2030

O país aderiu à Estratégia Global da OMS para eliminação do câncer do colo do útero, que prevê:


💉 Vacinação continua sendo fundamental

A vacina contra o HPV está disponível no SUS desde 2014 e protege contra os principais tipos do vírus associados ao câncer. Atualmente:

O Ministério da Saúde também realiza, até o primeiro semestre de 2026, um resgate vacinal de adolescentes entre 15 e 19 anos que não foram imunizados.


⚠️ Rede de cuidado precisa estar estruturada

Especialistas alertam que a mudança no exame exige uma rede de saúde preparada, com acesso rápido à colposcopia e ao tratamento adequado.

“Não basta só mudar o teste. É preciso garantir que toda a rede funcione para que a prevenção seja efetiva”, reforçou Flávia Corrêa. (Agência Brasil).

 

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