A reprovação de estudantes da Rede Estadual de Ensino (REE) de Mato Grosso do Sul caiu pela metade em 2025, atingindo o menor índice já registrado, segundo dados da Secretaria de Estado de Educação (SED). O resultado coincidiu com o primeiro ano de proibição do uso de celulares nas escolas.

De acordo com informações obtidas pelo Correio do Estado, o índice de reprovação no ano passado foi de 5,38%, o equivalente a 10,2 mil alunos, contra 10,10% (19,1 mil estudantes) em 2024, principalmente no Ensino Médio.

O secretário estadual de Educação, Hélio Daher, afirmou que o patamar é inédito.

“A gente nunca tinha baixado de 10%. Já estivemos em situações piores, mas nunca abaixo disso. É, de longe, o melhor resultado”, destacou.

A queda ocorreu após a entrada em vigor da Lei nº 15.100/2025, que proibiu o uso de celulares nas escolas públicas e privadas em todo o país.

Ambiente mais favorável ao aprendizado

Segundo Daher, embora a restrição ao uso dos celulares tenha sido decisiva, o resultado também está ligado a políticas voltadas à permanência dos alunos nas escolas, com foco na redução das faltas e na melhoria do desempenho acadêmico.

“A suspensão do uso dos celulares contribuiu para ambientes mais harmônicos e para maior dedicação dos estudantes às aulas e à construção coletiva do conhecimento”, afirmou o secretário.

Menos agressividade e mais concentração

Pesquisa realizada pela SED no primeiro semestre de 2025, com 342 diretores de escolas estaduais, mostrou impactos positivos da medida no comportamento dos alunos.

Na prática, 98,1% das escolas registraram redução da agressividade e da violência no ambiente escolar.

Melhora no rendimento escolar

O levantamento também indicou avanço significativo na aprendizagem:

Além disso, 96,7% dos diretores consideraram a medida positiva, embora parte deles defenda ajustes na aplicação da lei.

Adaptação dos estudantes

Apesar da resistência inicial, a maioria dos alunos passou a respeitar a regra. Em 80,9% das escolas, os celulares são mantidos desligados nas mochilas, e algumas unidades adotaram alternativas para o armazenamento dos aparelhos. (correiodoestado.com.br).

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *