Sexta-feira, 17 de abril de 2026

Ex-moradora de MS, “Pablo Escobar de saia” teria escondido R$ 1 bilhão pelo Brasil

Apontada como maior narcotraficante do País, Karine Campos está foragida e pode viver em Dubai
cidades-policia-karine-campos

Investigada como a maior narcotraficante do Brasil, Karine de Oliveira Campos, de 47 anos, é ex-moradora de Corumbá e Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Segundo investigações da Polícia Federal (PF) e reportagem da revista Piauí, ela e o marido, Marcelo Mendes Ferreira, teriam acumulado um patrimônio superior a R$ 1 bilhão, escondido em diversos pontos do País.

Foragida desde agosto de 2019, Karine escapou da Operação Alba Vírus, que mirava uma das maiores organizações de tráfico do Brasil. Atualmente, a suspeita é de que o casal esteja vivendo em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

De acordo com a PF, o grupo liderado por Karine atua de forma independente, mas já fez parcerias com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). A quadrilha mantém forte presença em Mato Grosso do Sul e em estados com grandes portos, como Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além de Minas Gerais e Bahia.

A entrada de Karine no crime ocorreu ainda jovem, quando transportava crack de Corumbá para Salvador. Com o passar dos anos, o esquema cresceu e passou a movimentar grandes carregamentos de cocaína para o exterior.

Fuga em Campo Grande

A última vez que Karine esteve legalmente no Brasil foi em fevereiro de 2019, quando morava em uma casa de alto padrão no bairro Carandá Bosque, em Campo Grande. Durante o cumprimento de mandados da PF, ela se passou pela própria mãe e conseguiu enganar os agentes, sendo liberada.

Somente horas depois, com a prisão da verdadeira mãe em Santa Catarina, os policiais perceberam que haviam deixado escapar a principal alvo da operação. Apesar de uma sindicância, ninguém foi punido.

Suspeita de corrupção

As investigações apontam que Karine teria usado dinheiro do tráfico para subornar autoridades. Há indícios de pagamento de propina a magistrados e servidores públicos para favorecer integrantes da quadrilha.

Segundo a reportagem, o grupo teria gasto cerca de US$ 5 milhões para viabilizar a soltura do traficante André do Rap, em 2020. Também há suspeita de pagamento de R$ 3,5 milhões para libertar outro investigado por tráfico internacional de drogas.

Relógios de luxo teriam sido oferecidos a servidores de portos brasileiros para facilitar a passagem de cargas ilícitas.

Tráfico em grande escala

Antes da Operação Alba Vírus, a quadrilha já havia perdido pelo menos 3 toneladas de cocaína apreendidas. Entre 2019 e 2022, outras 16,7 toneladas de droga ligadas ao grupo foram interceptadas pela PF e pela Receita Federal.

Em Campo Grande, além da casa no Carandá Bosque, o casal mantinha uma transportadora e uma fazenda na zona rural da Capital. Parte dos bens estava registrada em nome de familiares.

A Polícia Federal acredita que, mesmo com Karine e Marcelo foragidos, a organização criminosa continue ativa. (correiodoestado.com.br).

Compartilhe

Facebook
LinkedIn
X
WhatsApp

Cada comentário é de responsabilidade exclusiva de seu autor. Reservamo-nos o direito de recusar ou remover quaisquer comentários que não estejam alinhados com o objetivo do site ou que contenham linguagem ofensiva.

Mais notícias ou vídeos