Sexta-feira, 10 de abril de 2026

PM pede a Moraes mudança no dia de visitas e autorização para caminhadas de Bolsonaro na Papudinha

Polícia Militar cita riscos à segurança e também solicita ampliação da assistência religiosa a outros custodiados sensíveis
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A Polícia Militar do Distrito Federal solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a mudança do dia de visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a autorização para que ele realize caminhadas no Complexo Penitenciário da Papuda, conhecido como Papudinha, onde cumpre pena de 27 anos e três meses.

Em ofício assinado pela comandante-geral da PMDF, Ana Paula Barros, o pedido prevê que as visitas deixem de ocorrer às quintas-feiras e passem para os sábados, medida que seria aplicada a todos os chamados “custodiados sensíveis”. Segundo a corporação, durante a semana há maior fluxo de servidores e atividades administrativas, além de coincidência com o dia de visita dos demais presos da unidade.

De acordo com a comandante, essa situação aumenta os riscos à segurança institucional, dificulta a separação adequada dos ambientes e compromete o controle da circulação de pessoas. A mudança para os sábados, afirma a PM, reduziria o fluxo interno e os riscos operacionais.

Além disso, a PM pediu autorização para que Bolsonaro realize caminhadas de forma controlada e restrita, em locais previamente definidos, como o campo de futebol ou a pista asfaltada nos fundos da unidade. A solicitação atende a um pedido do próprio ex-presidente e é respaldada por indicação médica. Segundo o ofício, esses espaços oferecem melhores condições de vigilância e evitam contato com outros detentos.

A corporação também solicitou que a assistência religiosa, já autorizada por Moraes uma vez por semana a Bolsonaro, seja estendida a outros custodiados considerados sensíveis. Conforme a PMDF, o atendimento religioso é realizado pela capelania da instituição, nas vertentes católica e evangélica, respeitando as rotinas administrativas e as condições de segurança.

No documento, a PM ainda informou que a distribuição de medicamentos ao ex-presidente é feita de maneira padronizada, com eventual auxílio de presos do regime semiaberto, sob supervisão policial, como forma de remição de pena.

Bolsonaro passou por diversas cirurgias desde o atentado sofrido durante a campanha eleitoral de 2018. O procedimento mais recente ocorreu em dezembro do ano passado, quando ele foi internado para tratar uma hérnia inguinal bilateral. Após a alta, os médicos recomendaram dieta fracionada, uso de medicamentos, controle da pressão arterial e cuidados para prevenção de quedas. (cnn.com.br).

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