Segunda-feira, 27 de abril de 2026

Ministério da Saúde afirma que vírus Nipah não representa risco ao Brasil

Avaliação segue a Organização Mundial da Saúde, que aponta baixo potencial pandêmico da doença
virus-nipah-e1769515319494

O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (30) que o vírus Nipah não representa ameaça para o Brasil e tem baixo potencial de causar uma nova pandemia. A avaliação é a mesma divulgada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) após a confirmação de dois casos na província de Bengala Ocidental, na Índia.

Segundo a pasta, o último caso confirmado foi diagnosticado em 13 de janeiro. Desde então, 198 pessoas que tiveram contato com os infectados foram monitoradas, e todos os testes realizados apresentaram resultado negativo para a doença.

“Diante do cenário atual, não há qualquer indicação de risco para a população brasileira. As autoridades de saúde seguem em monitoramento contínuo, em alinhamento com organismos internacionais”, destacou o Ministério da Saúde em nota oficial.

O órgão reforçou que o Brasil mantém protocolos permanentes de vigilância e resposta para agentes altamente patogênicos, em parceria com instituições como o Instituto Evandro Chagas, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

O vírus Nipah é considerado zoonótico, ou seja, transmitido de animais para humanos, e está associado a uma espécie de morcego frugívoro presente no Sudeste da Ásia, mas inexistente nas Américas. A transmissão ocorre principalmente pelo contato com alimentos contaminados ou secreções de pessoas infectadas.

De acordo com especialistas em infectologia, a ausência do reservatório natural do vírus no continente americano reduz significativamente o risco de disseminação global, o que limita o potencial pandêmico da doença.

Compartilhe

Facebook
LinkedIn
X
WhatsApp

Cada comentário é de responsabilidade exclusiva de seu autor. Reservamo-nos o direito de recusar ou remover quaisquer comentários que não estejam alinhados com o objetivo do site ou que contenham linguagem ofensiva.

Mais notícias ou vídeos