O entorno do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não demonstra preocupação com os nomes da oposição que vêm sendo cotados para disputar o Palácio dos Bandeirantes nas eleições deste ano.
Entre os principais potenciais adversários estão ministros do governo federal, como Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento). Apesar do peso político dos nomes, aliados do governador avaliam que eles não têm força suficiente para ameaçar uma eventual reeleição de Tarcísio.
A principal razão apontada é a alta aprovação do governador. Auxiliares afirmam que, historicamente, bons índices de avaliação costumam se converter em votos, tornando difícil uma virada da oposição.
O PT trabalha na montagem de uma chapa com ministros conhecidos, incluindo também nomes como Marina Silva, Márcio França e até o vice-presidente Geraldo Alckmin. Mesmo assim, a avaliação interna no Palácio dos Bandeirantes é de que a composição não assusta.
Outro fator considerado favorável a Tarcísio é o perfil político do estado de São Paulo, visto como mais conservador, especialmente no interior. O estado foi governado por mais de duas décadas pelo PSDB antes da eleição do atual governador, que é considerado mais à direita que seus antecessores.
Mesmo na capital paulista, onde o eleitorado costuma ter comportamento diferente, aliados veem uma mudança de cenário. A reeleição do prefeito Ricardo Nunes (MDB), que mantém bons índices de aprovação, é citada como exemplo dessa tendência.
Reservadamente, integrantes do governo estadual afirmam que Haddad é visto como um nome já fortemente associado à esquerda e ao presidente Lula, enquanto Simone Tebet é observada com mais atenção, por ser considerada um nome novo e com possível apelo junto ao eleitorado feminino. (cnn.com.br).
