Com Mato Grosso do Sul sob alerta de chuvas intensas, o Rio Aquidauana está próximo de atingir o maior nível registrado nos últimos oito anos. O alto volume de precipitação nos municípios de Corguinho e Aquidauana elevou o risco de transbordamento do rio, que pode afetar diretamente mais de 100 mil moradores da região.
Desde o início do mês, Corguinho acumulou mais de 400 milímetros de chuva, enquanto Aquidauana já ultrapassou os 115 milímetros, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A previsão indica que as chuvas devem continuar até pelo menos esta sexta-feira, aumentando a preocupação das autoridades.
Na manhã de ontem, os municípios de Aquidauana e Corguinho decretaram estado de emergência. O nível do Rio Aquidauana estava estabilizado em 7,14 metros até o fechamento desta edição, mas a Defesa Civil alerta que a tendência é de elevação nas próximas horas, em razão das chuvas persistentes em toda a bacia hidrográfica.
Em Aquidauana, três famílias já realizaram mudança preventiva e se abrigaram em casas de parentes. A Defesa Civil orienta que moradores evitem áreas próximas a rios, encostas e regiões alagadiças, além de manter documentos pessoais, medicamentos e desligar fontes de energia e gás em caso de evacuação.
O coordenador da Defesa Civil de Corguinho, José Correia Salgado, afirmou que diversas regiões do município já registram problemas e que equipes ainda não conseguiram alcançar todas as áreas afetadas. Segundo ele, a situação é agravada pela previsão de continuidade das chuvas até o fim de semana.
Além do Rio Aquidauana, o Rio Taquari também entrou em nível de emergência. Em Coxim, o nível chegou à cota de 5,01 metros, considerada crítica, com registros de início de inundação em áreas vulneráveis. O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) emitiu avisos de evento crítico para os dois rios.
A última grande enchente do Rio Aquidauana ocorreu em fevereiro de 2018, quando o nível chegou a 10,93 metros, o segundo maior da história. Na ocasião, mais de 150 pessoas ficaram desabrigadas, escolas suspenderam aulas e o comércio foi duramente afetado.
As autoridades seguem monitorando a situação em tempo real e reforçam o pedido para que a população atenda às orientações da Defesa Civil, a fim de reduzir riscos e evitar perdas humanas. (correiodoestado.com.br).