O Brasil entrou em alerta máximo por causa do aumento expressivo de casos de sarampo nas Américas. Segundo dados recentes, mais de 7 mil infecções já foram confirmadas até o início de março de 2026, o que representa quase metade de todos os casos registrados em 2025.
No ano passado, foram 14.891 casos e 29 mortes em 14 países do continente.
Situação no Brasil ainda está controlada
No Brasil, o primeiro caso de 2026 foi confirmado em uma bebê de seis meses em São Paulo, que contraiu a doença durante viagem à Bolívia, onde há surto ativo.
Apesar disso, o país ainda mantém o certificado de área livre da doença, reconquistado em 2024, pois não há transmissão sustentada no território nacional.
De acordo com Eder Gatti, do Programa Nacional de Imunizações, o cenário exige vigilância constante:
“Precisamos manter a vacinação e reforçar ações em áreas com baixa cobertura para preservar essa condição.”
Vacinação é a principal proteção
O esquema vacinal contra o sarampo no SUS prevê:
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1ª dose aos 12 meses (tríplice viral)
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2ª dose aos 15 meses (tetraviral)
Pessoas de até 59 anos sem comprovação devem se vacinar.
Em 2025:
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92,5% dos bebês tomaram a 1ª dose
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Apenas 77,9% completaram o esquema no tempo correto
Estratégia de contenção: bloqueio vacinal
Sempre que há suspeita de caso, as autoridades realizam o chamado bloqueio vacinal, que inclui:
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Identificação de contatos próximos
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Vacinação imediata dessas pessoas
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Busca ativa de novos casos
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Monitoramento por até 3 meses
Em situações de risco, até bebês entre 6 meses e 1 ano recebem a chamada “dose zero”.
Viagens internacionais aumentam o risco
A preocupação também cresce com o fluxo internacional de pessoas. Países como:
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Estados Unidos
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México
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Canadá
registram surtos e devem receber grande número de turistas nos próximos meses, o que pode facilitar a disseminação da doença.
Além disso, regiões brasileiras com grande circulação de visitantes, como Amazônia, litoral e Pantanal, exigem atenção redobrada.
Alerta das autoridades
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária já reforça orientações em aeroportos e portos sobre a importância da vacinação.
Especialistas são enfáticos:
Manter a vacinação em dia é a principal forma de evitar novos surtos e proteger a população. (Agência Brasil).