Quinta-feira, 9 de abril de 2026

Sarampo coloca Brasil em alerta máximo diante de avanço nas Américas

Em apenas dois meses, continente já registra metade dos casos de 2025
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O Brasil entrou em alerta máximo por causa do aumento expressivo de casos de sarampo nas Américas. Segundo dados recentes, mais de 7 mil infecções já foram confirmadas até o início de março de 2026, o que representa quase metade de todos os casos registrados em 2025.

No ano passado, foram 14.891 casos e 29 mortes em 14 países do continente.

Situação no Brasil ainda está controlada

No Brasil, o primeiro caso de 2026 foi confirmado em uma bebê de seis meses em São Paulo, que contraiu a doença durante viagem à Bolívia, onde há surto ativo.

Apesar disso, o país ainda mantém o certificado de área livre da doença, reconquistado em 2024, pois não há transmissão sustentada no território nacional.

De acordo com Eder Gatti, do Programa Nacional de Imunizações, o cenário exige vigilância constante:

“Precisamos manter a vacinação e reforçar ações em áreas com baixa cobertura para preservar essa condição.”

Vacinação é a principal proteção

O esquema vacinal contra o sarampo no SUS prevê:

  • 1ª dose aos 12 meses (tríplice viral)

  • 2ª dose aos 15 meses (tetraviral)

Pessoas de até 59 anos sem comprovação devem se vacinar.

Em 2025:

  • 92,5% dos bebês tomaram a 1ª dose

  • Apenas 77,9% completaram o esquema no tempo correto

Estratégia de contenção: bloqueio vacinal

Sempre que há suspeita de caso, as autoridades realizam o chamado bloqueio vacinal, que inclui:

  • Identificação de contatos próximos

  • Vacinação imediata dessas pessoas

  • Busca ativa de novos casos

  • Monitoramento por até 3 meses

Em situações de risco, até bebês entre 6 meses e 1 ano recebem a chamada “dose zero”.

Viagens internacionais aumentam o risco

A preocupação também cresce com o fluxo internacional de pessoas. Países como:

  • Estados Unidos

  • México

  • Canadá

registram surtos e devem receber grande número de turistas nos próximos meses, o que pode facilitar a disseminação da doença.

Além disso, regiões brasileiras com grande circulação de visitantes, como Amazônia, litoral e Pantanal, exigem atenção redobrada.

Alerta das autoridades

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária já reforça orientações em aeroportos e portos sobre a importância da vacinação.

Especialistas são enfáticos:
Manter a vacinação em dia é a principal forma de evitar novos surtos e proteger a população. (Agência Brasil).

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