Sábado, 11 de abril de 2026

Testemunha diz que Bernal mandou chaveiro deitar antes de matar servidor em Campo Grande

Depoimento aponta que vítima não teve chance de reação; defesa fala em legítima defesa
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O assassinato do fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, em Campo Grande, ganhou novos detalhes após o depoimento de uma testemunha.

Um chaveiro de 69 anos, que estava no local, afirmou à polícia que o ex-prefeito Alcides Bernal mandou que ele se deitasse de bruços logo após atirar contra a vítima.

Segundo o relato, o crime aconteceu na tarde de terça-feira (24), em uma casa na Rua Antônio Maria Coelho, no centro da cidade. O imóvel havia sido comprado pela vítima em leilão.

O chaveiro contou que foi contratado para abrir a residência e chegou ao local junto com o servidor. Enquanto tentava destrancar a porta, Bernal apareceu armado.

De acordo com a testemunha, o ex-prefeito já se aproximou apontando a arma e questionando a presença da vítima. Em seguida, fez os disparos.

Ainda segundo o depoimento, Roberto Carlos Mazzini não teve tempo de reagir ou explicar o motivo de estar no local. Ele foi atingido por tiros no abdômen e nas costas e caiu.

Após os disparos, Bernal teria voltado a atenção ao chaveiro, que disse ser apenas um prestador de serviço. Nesse momento, o ex-prefeito ordenou que ele se deitasse no chão.

A testemunha afirmou que ficou com medo e que “tudo aconteceu muito rápido”. Em um momento de distração, conseguiu fugir e pediu ajuda.

Imagens analisadas pela polícia indicam que houve uma discussão antes dos tiros. A suspeita é de que Bernal tenha efetuado pelo menos dois disparos com um revólver calibre .38.

O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas a vítima morreu no local.

Após o crime, Alcides Bernal se apresentou à delegacia e foi preso em flagrante. Ele foi encaminhado ao Presídio Militar Estadual e passou por audiência de custódia nesta quarta-feira (25).

A Polícia Civil pediu a prisão preventiva.

A defesa do ex-prefeito afirma que ele agiu em legítima defesa. Segundo o advogado, Bernal teria sido alertado sobre uma invasão no imóvel e reagiu após se sentir ameaçado.

O caso segue sob investigação.

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