O delegado Danilo Mansur afirmou que não há indícios de legítima defesa no caso do homicídio envolvendo o ex-prefeito Alcides Bernal. A polícia ainda aguarda laudos periciais para confirmar todos os detalhes.
Segundo o delegado, a forma como o crime ocorreu enfraquece a versão apresentada pela defesa. De acordo com a investigação, Bernal teria feito um primeiro disparo e, em seguida, se aproximado da vítima para atirar novamente.
Dois disparos colocam versão em dúvida
Testemunhas relataram que houve um intervalo de alguns segundos entre os tiros, o que, para a polícia, indica que não houve reação imediata que justificasse legítima defesa.
Bernal se apresentou à polícia alegando que houve invasão ao imóvel e que agiu para se proteger. Já a defesa sustenta que ele não sabia se os invasores estavam armados.
Dúvida sobre uso do imóvel
Outro ponto levantado pela investigação é que o local do crime não aparentava ser residência. Segundo o delegado, o imóvel parecia mais um escritório e não havia sinais de moradia frequente.
A casa, onde ocorreu o crime, havia sido leiloada anteriormente e adquirida pela vítima.
Porte de arma irregular
A polícia também informou que Bernal não possui porte legal de arma de fogo, apesar de ter afirmado o contrário. Por isso, ele deve responder também por porte ilegal de arma.
Investigação continua
A defesa do ex-prefeito informou que só vai se manifestar no processo e criticou a divulgação de informações antes da conclusão do caso.
A Polícia Civil ainda aguarda laudos periciais e deve ouvir novas testemunhas para esclarecer completamente o ocorrido. (midiamax.com.br).