A cidade de Dourados decretou situação de calamidade em saúde pública devido ao aumento dos casos de chikungunya. A doença, que antes estava concentrada na reserva indígena, agora também se espalha pelos bairros do município.
A decisão foi tomada após o crescimento acelerado de notificações. Já são mais de 6 mil casos prováveis, com 2.074 confirmações e 8 mortes registradas.
Segundo a prefeitura, o sistema de saúde está sobrecarregado, com ocupação de leitos acima da capacidade, o que dificulta o atendimento, inclusive de casos graves. O decreto de calamidade tem validade de 90 dias.
Vacinação começa na segunda
A campanha de vacinação contra a chikungunya está prevista para começar na próxima segunda-feira (27). As doses já começaram a chegar ao município, e profissionais de saúde estão sendo treinados para orientar a população.
A vacina será aplicada apenas em pessoas entre 18 e 60 anos. A meta é imunizar cerca de 43 mil pessoas.
Antes de receber a dose, será necessário passar por avaliação médica. A vacinação deve ocorrer de forma gradual, justamente por causa dessa triagem.
Quem não pode tomar a vacina
A imunização não é indicada para alguns grupos, como:
- gestantes e mulheres que amamentam;
- pessoas com doenças que afetam a imunidade;
- pacientes em tratamento contra o câncer;
- transplantados;
- pessoas com doenças crônicas mais graves.
Também não podem se vacinar pessoas com febre alta, quem tomou outras vacinas recentemente ou quem teve chikungunya nos últimos 30 dias.
Ações e apoio
O governo federal já liberou R$ 900 mil para ajudar no combate à doença, com foco no controle do mosquito Aedes aegypti e no atendimento à população.
A prefeitura também prepara ações especiais, como vacinação em formato drive-thru no feriado de 1º de maio.
Sobre a doença
A chikungunya é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo da dengue. Os principais sintomas são dor intensa nas articulações, inchaço e febre. Em casos mais graves, pode levar à internação e até à morte.
Autoridades alertam para a importância da prevenção, eliminando água parada e evitando a proliferação do mosquito. (Agência Brasil).