Domingo, 3 de maio de 2026

Corregedoria aponta novas fraudes no Detran-MS envolvendo despachante investigado

David Chita, que já responde a quatro processos, volta a ser citado em novos casos de corrupção no órgão
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A Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul identificou novas fraudes no sistema do órgão envolvendo o despachante David Cloky Chita, apontado como um dos principais nomes em esquemas de corrupção e que já responde a quatro processos na Justiça.

Segundo o corregedor-geral, delegado Odorico Ribeiro de Mendonça e Mesquita, uma força-tarefa encontrou em 2025 processos fraudulentos com o mesmo padrão de irregularidades já registradas desde 2011.

De acordo com a apuração, os novos casos envolvem David Chita e um servidor lotado em Campo Grande. As informações foram encaminhadas ao Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado para investigação criminal.

Entre as fraudes identificadas estão transferência de cadastro de veículos para Mato Grosso do Sul, vistoria veicular, inclusão irregular de eixo adicional e transferência de propriedade sem que o veículo estivesse sequer no estado.

Mais de 4 mil fraudes

A própria Corregedoria já havia identificado mais de 4 mil fraudes entre 2020 e 2024. Segundo o delegado, em muitos casos havia participação de servidores públicos com apoio de despachantes.

O ponto de partida da nova força-tarefa foi uma fraude descoberta em São Gabriel do Oeste, em 2019, envolvendo a inclusão irregular de um eixo adicional em veículo.

Operações e denúncias antigas

O esquema já foi alvo de várias operações da Polícia Civil, como Miríade, Resfriamento, Gravame e Quarto Eixo.

David Chita foi preso no ano passado e é réu em diversos processos ligados às fraudes no Detran-MS. Ele também chegou a afirmar que haveria envolvimento de figuras políticas no esquema, mas as investigações continuam em andamento.

Além disso, relatórios da Polícia Civil apontam suspeita de blindagem dentro do próprio órgão, com investigações internas focadas apenas em funcionários operacionais, o que teria dificultado o avanço sobre possíveis responsáveis de maior influência.

As autoridades seguem apurando o caso. (midiamax.com.br).

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