Os caminhoneiros autônomos de Mato Grosso do Sul podem participar de uma greve nacional caso a Medida Provisória (MP) 1.343/2026 não seja votada pelo Senado Federal até a próxima quinta-feira (16). Se isso acontecer, a proposta perderá a validade, o que preocupa a categoria.
A medida altera a Lei do Piso Mínimo do Frete e busca impedir que transportadoras paguem valores abaixo da tabela definida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Além disso, o texto fortalece a fiscalização e prevê punições para quem descumprir a regra.
Segundo o presidente do Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos de Mato Grosso do Sul (Sindicam-MS), Osny Belinati, a categoria luta há mais de uma década por remuneração justa e melhores condições de trabalho. Ele afirma que a perda da medida provisória pode comprometer avanços conquistados nas negociações com o governo.
Belinati destacou que, caso a proposta não seja votada, os caminhoneiros do Estado devem acompanhar uma possível paralisação nacional. Segundo ele, a categoria considera a medida essencial para garantir maior equilíbrio nas relações entre transportadores e contratantes.
A mobilização também é defendida pela Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava). O presidente da entidade, Wallace Landim, afirmou que os caminhoneiros estão insatisfeitos com a falta de votação da proposta e alertou para a possibilidade de uma greve em todo o país caso o texto perca a validade.
Editada pelo Governo Federal em março deste ano, a MP também torna obrigatório o registro das operações de transporte por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), além de ampliar os mecanismos de fiscalização para garantir o cumprimento do piso mínimo do frete.
Para representantes da categoria, a aprovação da medida é considerada fundamental para oferecer mais segurança aos caminhoneiros e evitar a contratação de fretes com valores abaixo do mínimo estabelecido pela legislação.