Quarta-feira, 15 de julho de 2026

Técnico de enfermagem é preso após denúncia de estupro contra paciente em UTI de hospital de Campo Grande

Profissional foi afastado do cargo, preso temporariamente e o Hospital Regional abriu investigação para apurar o caso.
HRMS

Um técnico de enfermagem, de 52 anos, foi preso temporariamente na segunda-feira (13), em Campo Grande, após ser acusado de estuprar uma paciente internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS).

Segundo as informações, o crime teria ocorrido na madrugada de sexta-feira (10). A denúncia foi registrada no sábado (11) na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). Após o caso vir à tona, a paciente, de 27 anos, foi transferida para outra unidade hospitalar.

O Hospital Regional informou que abriu uma sindicância para investigar o caso e afastou imediatamente o profissional de suas funções.

A defesa do técnico confirmou a prisão temporária e informou que pretende recorrer da decisão. O advogado afirma que respeita a determinação da Justiça, mas considera a medida desnecessária e desproporcional.

Como ocorreu a denúncia

De acordo com o relato da vítima, ela havia sido extubada dois dias antes do crime. Na manhã de sexta-feira, o técnico entrou no quarto para administrar medicamentos. Após a aplicação da medicação, a jovem adormeceu e, ao despertar, afirmou ter sido vítima de violência sexual. Segundo o relato, o suspeito deixou o local assim que percebeu que ela havia acordado.

A paciente contou o ocorrido a uma técnica de enfermagem, que ficou responsável por comunicar a família, já que pacientes da UTI não podem utilizar celular. No entanto, os familiares afirmam que só souberam da denúncia durante o horário de visitas, no fim da tarde.

A tia da vítima relatou ainda que o técnico conhecia a família e sabia da internação e do estado de saúde da jovem, que estava fragilizada devido às complicações da gravidez e do pós-parto. A paciente permanecia internada na UTI desde o dia 15 de junho.

Após a denúncia, a família solicitou uma medida protetiva, e o caso segue sob investigação das autoridades.

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