A rápida atuação da Polícia Militar Ambiental (PMA) evitou uma tragédia na BR-163, em São Gabriel do Oeste. Um caminhoneiro que sofreu um ataque de um enxame de abelhas foi resgatado pelos policiais e levado às pressas para o hospital após receber mais de 100 picadas.
A ocorrência aconteceu quando uma equipe da PMA retornava da Operação Protetor das Fronteiras, em Corumbá, e seguia pela BR-163, na altura do km 624, sentido sul.
Durante o trajeto, os policiais foram abordados por Edson Dias de Moura, que pedia ajuda às margens da rodovia. Ele contou que tentou socorrer o caminhoneiro, mas também foi atacado pelas abelhas e precisou recuar antes de conseguir chegar até a vítima.
Ao chegarem ao local, os militares encontraram o caminhoneiro bastante debilitado e ainda sendo atacado pelo enxame. Mesmo sem equipamentos específicos para esse tipo de ocorrência, os policiais retiraram a vítima da área de risco e a colocaram na viatura, seguindo imediatamente para o hospital.
Durante o deslocamento, o motorista relatava fortes dores pelo corpo e uma intensa dor de cabeça causada pelas inúmeras ferroadas.
Depois de garantir o atendimento médico, a equipe retornou ao local para proteger o caminhão e os pertences do caminhoneiro. O veículo, que permanecia ligado às margens da rodovia, foi conduzido até o hospital, estacionado em segurança e entregue ao proprietário junto com seus objetos pessoais.
A vítima, identificada como Sérgio, morador do estado de São Paulo, contou que havia parado o caminhão para urinar quando desceu um barranco próximo a uma árvore e foi surpreendido pelo enxame. Na tentativa de escapar, correu entre as pistas da rodovia pedindo socorro, chegando a correr risco de ser atropelado. Segundo ele, ninguém conseguiu ajudá-lo devido à agressividade das abelhas.
Sérgio informou ainda que transportava uma carga de canos com destino aos municípios de Coxim, Sonora e Mineiros (GO).
De acordo com a equipe médica, o caminhoneiro sofreu mais de 100 picadas de abelhas. O médico responsável pelo atendimento destacou que a rapidez da ação da Polícia Militar Ambiental foi fundamental para salvar a vida da vítima, que poderia ter sofrido um choque anafilático fatal caso o resgate demorasse mais.