A Polícia Civil segue investigando a morte de um menino de 8 anos em São Gabriel do Oeste. Entre os principais vestígios encontrados na casa estão um frasco de desodorante aerossol, um forte odor do produto no quarto e manchas no lençol que serão analisadas pela perícia.
Esses elementos reforçam a principal linha de investigação: a possibilidade de que a criança tenha sofrido asfixia após inalar o conteúdo do aerossol. O frasco foi recolhido para exames, mas a causa da morte ainda não foi confirmada oficialmente.
O laudo pericial deve ser concluído em até dez dias e será fundamental para esclarecer o que aconteceu.
Até o momento, os investigadores não encontraram provas de que o menino tenha participado de qualquer desafio divulgado na internet ou em redes sociais. Essa possibilidade ainda não foi confirmada.
Segundo a investigação, a criança não apresentava sinais de violência, doenças ou problemas de saúde conhecidos. A ausência desses fatores, somada aos vestígios encontrados no local, mantém a inalação do produto como a principal hipótese.
De acordo com o boletim de ocorrência, o menino estava em casa na tarde de terça-feira (21), pediu o celular para assistir a desenhos e, pouco tempo depois, disse que estava com sono e voltou para a cama.
Mais tarde, ao tentar acordá-lo para levá-lo até a casa da babá, a mãe percebeu que ele não respondia. Com a ajuda de uma vizinha, a criança foi levada de motocicleta ao Hospital Municipal José Valdir Antunes de Oliveira, onde a equipe médica confirmou o óbito.
Alerta aos pais e responsáveis
Especialistas alertam que a inalação de desodorantes aerossóis e outros produtos semelhantes pode provocar sérios danos à saúde, como falta de oxigênio, alterações nos batimentos cardíacos e até parada cardiorrespiratória.
A recomendação é que pais e responsáveis conversem com crianças e adolescentes sobre os riscos desse tipo de prática, acompanhem o conteúdo consumido na internet e mantenham produtos em aerossol fora do alcance dos menores.