O tempo seco registrado em Mato Grosso do Sul durante o mês de julho ajudou a acelerar a colheita do algodão e do milho segunda safra. Por outro lado, a estiagem já começa a preocupar os produtores de trigo, principalmente na região sudoeste do Estado, onde a falta de chuva pode comprometer a produção.
As informações fazem parte do Boletim de Monitoramento Agrícola da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), elaborado em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O levantamento mostra que, apesar das condições favoráveis para algumas culturas, o trigo enfrenta um momento delicado por causa da baixa umidade do solo.
No caso do algodão, o clima seco contribuiu para o avanço da colheita, especialmente na região dos Chapadões. De acordo com a Conab, as áreas colhidas até o momento apresentam bons resultados de produtividade. Já na região central do Estado, a colheita ainda está começando, enquanto parte das lavouras segue em fase de maturação.
A colheita do milho segunda safra também avança, embora em ritmo mais lento do que o registrado em anos anteriores. O atraso é consequência do plantio realizado fora da época ideal e das temperaturas mais baixas, que retardaram a secagem natural dos grãos. Mesmo assim, a expectativa é de que os trabalhos ganhem velocidade nas próximas semanas.
A maior preocupação está voltada para o trigo. A escassez de chuva reduziu a umidade do solo justamente no período de floração e enchimento dos grãos, fases fundamentais para o desenvolvimento da cultura. Sem a chegada de novas precipitações, existe o risco de queda na produtividade das lavouras.
Segundo a Conab, o monitoramento das lavouras é realizado continuamente com apoio de imagens de satélite, dados climáticos e avaliações técnicas em campo. O objetivo é acompanhar o desenvolvimento das principais culturas agrícolas e fornecer informações que auxiliem nas estimativas da safra em todo o país.