O Brasil aumentou as exportações de carne suína nos primeiros sete meses de 2026. Entre janeiro e julho, foram enviados ao exterior 925,6 mil toneladas, volume 9,1% maior que o registrado no mesmo período de 2025.
A receita também apresentou crescimento no acumulado do ano. As vendas internacionais movimentaram US$ 2,158 bilhões, alta de 5,8% em relação ao ano passado. Os dados são da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Julho teve mais carne exportada, mas receita foi menor
Em julho, o Brasil exportou 131,5 mil toneladas de carne suína, um crescimento de 3,7% na comparação com as 126,8 mil toneladas embarcadas no mesmo mês de 2025.
Apesar do aumento no volume, o faturamento caiu. A receita obtida em julho foi de US$ 298,3 milhões, redução de 5,6% frente aos US$ 316,1 milhões registrados em julho do ano passado.
Filipinas lideram as compras
As Filipinas foram o principal destino da carne suína brasileira em julho, com 20,3 mil toneladas importadas.
Na sequência aparecem:
- Japão: 18,4 mil toneladas;
- Chile: 13,9 mil toneladas;
- China: 9,1 mil toneladas;
- Argentina: 6,5 mil toneladas;
- México: 6,3 mil toneladas;
- Hong Kong: 6,2 mil toneladas;
- Uruguai: 6,2 mil toneladas.
A ampliação do número de mercados compradores tem ajudado a fortalecer as exportações brasileiras. Países como Japão, Argentina, Peru e África do Sul vêm ganhando espaço nas vendas externas.
Para a ABPA, a diversificação dos destinos mostra a capacidade da suinocultura brasileira de ampliar sua presença internacional e conquistar novos mercados.
Santa Catarina continua na liderança
Entre os Estados brasileiros, Santa Catarina manteve a liderança nas exportações de carne suína em julho, com 64,6 mil toneladas embarcadas, praticamente o mesmo volume registrado no ano anterior.
O Rio Grande do Sul ficou em segundo lugar, com 29,4 mil toneladas, também com leve alta de 0,2%.
O Paraná aparece na terceira posição, com 21,7 mil toneladas, crescimento de 15,3% em relação a julho de 2025.
Entre os principais Estados exportadores, os maiores avanços foram registrados por Minas Gerais e Mato Grosso. Minas Gerais embarcou 4,2 mil toneladas, alta de 24,4%, enquanto Mato Grosso exportou 3,8 mil toneladas, crescimento de expressivos 35,7%.
Os números mostram que, mesmo com a queda na receita registrada especificamente em julho, o setor mantém uma trajetória de crescimento no volume exportado e amplia sua presença em diferentes mercados internacionais.