Brasil e Bolívia deram um novo passo para fortalecer o combate aos incêndios florestais no Pantanal sul-mato-grossense e no Chaco boliviano. Nesta segunda-feira (14), autoridades dos dois países se reuniram em Corumbá para definir ações conjuntas de prevenção e resposta às queimadas.
O encontro foi realizado na sede do Instituto Homem Pantaneiro (IHP) e reuniu representantes do IHP, Prevfogo/Ibama, Armada Boliviana, Defesa Civil da Bolívia e da Sub-governação da Província de Germán Busch.
Entre as medidas planejadas está uma expedição de reconhecimento que seguirá até a região da Baía Gaíva e da Serra do Amolar. A operação ocorre até 18 de setembro e terá equipes e veículos das instituições envolvidas.
Um dos principais objetivos é melhorar o acesso às áreas mais isoladas da fronteira. Atualmente, pelo lado brasileiro, a chegada à região depende de embarcações pelo Rio Paraguai. Já na Bolívia existe uma estrada que precisa de manutenção para facilitar o deslocamento das equipes.
A cooperação também prevê o apoio da estrutura boliviana para o deslocamento de brigadistas brasileiros até regiões próximas à fronteira. A iniciativa busca permitir que equipes e equipamentos cheguem mais rapidamente aos locais onde houver focos de incêndio.
Segundo as autoridades envolvidas, compartilhar informações, organizar as tarefas e manter as vias de acesso são medidas importantes para melhorar a resposta às queimadas.
A parceria ganhou força após ações conjuntas realizadas anteriormente entre instituições brasileiras e bolivianas. Agora, a intenção é ampliar essa integração e criar uma atuação mais organizada em situações de incêndios que possam atingir áreas dos dois países.
Para o Instituto Homem Pantaneiro, a iniciativa representa um avanço na proteção do Pantanal e de outras áreas naturais da região. O Prevfogo/Ibama também destaca que o acesso por terra pode reduzir significativamente o tempo necessário para levar brigadistas e equipamentos aos pontos mais críticos.
A expectativa é que a cooperação entre Brasil e Bolívia contribua para uma resposta mais rápida, fortaleça a prevenção e aumente a proteção das comunidades e do meio ambiente na região de fronteira.