Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Presidente do Tribunal de Contas de MT é preso pela Polícia Federal durante operação

Investigação apura suspeitas de irregularidades em contratos e movimentações financeiras; operação também cumpre mandados em Mato Grosso do Sul e São Paulo
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O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida, foi preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira (29), durante a Operação Tomada de Contas, que investiga possíveis irregularidades envolvendo contratos e recursos públicos.

Segundo as informações divulgadas, a investigação apura suspeitas de um esquema em que contratos seriam suspensos para pressionar fornecedores, além de possíveis favorecimentos na liberação de pagamentos.

Os investigadores também analisam diferenças nos valores pagos a empresas, movimentações financeiras consideradas suspeitas envolvendo servidores públicos e saques frequentes de dinheiro em espécie.

Operação também ocorre em Mato Grosso do Sul

Além de Mato Grosso, a Polícia Federal cumpre mandados em Mato Grosso do Sul e São Paulo. A operação também busca executar outras cinco ordens de prisão.

As investigações procuram esclarecer a possível participação dos envolvidos e identificar eventuais irregularidades na administração dos recursos públicos.

Mais de 180 policiais participam da ação

De acordo com a Polícia Federal, a operação mobiliza mais de 180 agentes para cumprir seis mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão, autorizados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A Justiça também determinou medidas de quebra de sigilo e sequestro de bens relacionados à investigação.

Polícia Federal+1

 

Suspeitas incluem lavagem de dinheiro

Segundo a PF, as irregularidades investigadas podem configurar crimes contra a administração pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Até a divulgação das primeiras informações, não haviam sido esclarecidos os detalhes da possível participação individual do presidente do TCE-MT. Também não havia manifestação oficial do tribunal sobre o caso.

As investigações continuam para identificar os responsáveis e esclarecer o alcance das suspeitas. A prisão preventiva não representa condenação, e os investigados têm direito à defesa.

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