Segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Bebê é internada com 13 costelas quebradas e pais são levados à delegacia em Campo Grande

Pais alegam que fraturas ocorreram durante massagem para aliviar cólicas; caso é investigado como lesão corporal e omissão de socorro
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Uma bebê de 1 mês e 16 dias foi internada na Santa Casa de Campo Grande na noite desta quarta-feira (7) após dar entrada com múltiplas fraturas nas costelas. O caso levantou suspeita de maus-tratos, e os pais da criança, um casal de 20 e 21 anos, foram conduzidos à delegacia para prestar esclarecimentos.

Segundo informações da Polícia Militar, a bebê apresentava cerca de 13 costelas fraturadas, além de derrame pleural à direita (acúmulo de líquido no pulmão). A situação foi inicialmente identificada por uma assistente social da unidade hospitalar, que acionou a PM diante da gravidade dos ferimentos.


Pais alegam massagem para aliviar gases

À polícia, a mãe relatou que, no último domingo (4), o pai da criança realizou uma massagem torácica com o objetivo de aliviar possíveis cólicas e gases da bebê. Segundo ela, a força teria sido aplicada de forma inadequada, resultando nas fraturas.

Ainda conforme o relato, o casal não procurou atendimento médico imediato, alegando que a bebê não demonstrava sinais aparentes de dor e que não tinham dinheiro para levá-la até uma unidade de saúde.


Atendimento médico ocorreu três dias depois

Somente na quarta-feira (7), após receber o salário, a mãe levou a criança até a UPA do bairro Leblon, de onde a bebê foi transferida para a Santa Casa.

No momento da chegada da polícia ao hospital, o pai não estava no local. Ele teria saído para buscar roupas pessoais após ser informado de que a PM seria acionada. A pedido dos policiais, a mãe entrou em contato com ele por WhatsApp, e o homem retornou ao hospital posteriormente.


Versões coincidem, mas levantam suspeitas

Ao prestar depoimento, o pai confirmou a versão da massagem, afirmando que ficou nervoso com o choro da filha e acabou aplicando força excessiva. Ele alegou ainda que teria acionado o Samu, mas não conseguiu comprovar a chamada.

No celular do homem, a polícia encontrou uma mensagem enviada a um conhecido, que orientava a procurar atendimento médico imediato. Mesmo assim, segundo o pai, a família não levou a bebê à UPA por falta de dinheiro para transporte.


Caso é investigado

Diante dos fatos, o casal foi encaminhado à delegacia. O caso é investigado como lesão corporal culposa e omissão de socorro.

A bebê permanece internada sob cuidados médicos e está acompanhada pela bisavó. O Conselho Tutelar foi acionado, mas não compareceu ao hospital até o momento. (midiamax.com.br).

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