As forças de segurança de Mato Grosso do Sul intensificaram o combate ao transporte ilegal de canetas emagrecedoras, medicamentos usados para o tratamento da obesidade. A ação já resultou na apreensão de mais de 3 mil caixas desses produtos nas rodovias estaduais.
Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), o reforço na fiscalização começou no segundo semestre de 2025, após o aumento expressivo desse tipo de medicamento sendo transportado de forma irregular, principalmente a partir do Paraguai.
Fiscalizações na fronteira
As apreensões ocorrem, em sua maioria, durante operações do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) e do Batalhão da Polícia Militar Rodoviária (BPMRv), especialmente em regiões próximas à fronteira.
De acordo com a Sejusp, cada caixa apreendida contém, em média, quatro unidades do medicamento. Apenas na primeira quinzena de 2026, 189 caixas foram retiradas de circulação, mostrando que o crime continua em alta.
Produtos escondidos para burlar a fiscalização
O comandante do DOF, tenente-coronel Wilmar Fernandes, explica que as canetas emagrecedoras costumam ser transportadas junto com outras mercadorias ilegais, como eletrônicos, perfumes e cigarros.
Por não possuírem autorização dos órgãos reguladores brasileiros, esses medicamentos são considerados contrabando. Os responsáveis são autuados, e o material apreendido é encaminhado à Polícia Federal e à Receita Federal.
Em uma das ocorrências recentes, policiais encontraram os medicamentos escondidos no compartimento do estepe de um veículo abordado na rodovia MS-386, na região de Sanga Puitã, em Ponta Porã.
Ações mais rigorosas nas rodovias
O comandante do BPMRv, tenente-coronel Vinícius de Souza Almeida, afirmou que o batalhão reforçou as abordagens devido às novas estratégias usadas pelos criminosos para esconder os produtos.
Mesmo com tentativas cada vez mais elaboradas de ocultação, a experiência das equipes e a fiscalização constante têm permitido localizar e apreender os medicamentos.
Risco à saúde pública
O secretário-executivo de Segurança Pública, Wagner Ferreira da Silva, alertou que, além de crime, o transporte e uso irregular dessas canetas representam risco direto à saúde, principalmente quando utilizadas sem prescrição médica.
Segundo ele, as forças de segurança seguem atuando de forma integrada para impedir a entrada desses produtos ilegais no Estado e proteger a população. (midiamax.com.br).