A China vem apostando forte em um novo modelo de urbanismo que transforma enchentes em oportunidade. O arquiteto e urbanista Kongjian Yu, conhecido como criador do conceito das “cidades-esponja”, já inspirou mais de 250 cidades chinesas a adotarem projetos que devolvem espaço aos rios e usam a própria natureza como proteção contra desastres climáticos.
O investimento vai na contramão da chamada “infraestrutura cinza” — baseada em muros de contenção, canais e concreto. No lugar disso, o país aposta em parques, áreas verdes e terrenos agrícolas adaptados para absorver a água da chuva, funcionando como uma esponja natural.
Em Xangai, por exemplo, bairros inteiros já ganharam parques planejados para virar reservatórios temporários em dias de fortes chuvas, reduzindo enchentes e gerando lazer para a população. O modelo também vem sendo apresentado como exemplo internacional de economia verde e estratégia para enfrentar as mudanças climáticas.
Kongjian Yu defende que “a água não é inimiga” e lembra que sua ideia resgata práticas ancestrais da agricultura chinesa. Hoje, os parques projetados sob sua filosofia recebem milhões de visitantes e se tornaram símbolo de um país que, mesmo sendo o maior emissor de carbono do planeta, investe pesado em soluções sustentáveis para o futuro.
Fonte: G1/Fantástico