Os motoristas de Campo Grande estão pagando, em média, menos pelos principais combustíveis do que o consumidor brasileiro. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a diferença chega a R$ 0,25 por litro na gasolina comum.
Na pesquisa com referência em 9 de agosto, a gasolina era vendida por uma média de R$ 6,28 em Campo Grande, enquanto a média nacional estava em R$ 6,53.
O etanol também apresentou preço menor na Capital: R$ 3,80 por litro, contra R$ 3,91 na média brasileira.
No caso do diesel, o preço médio em Campo Grande era de R$ 6,40, R$ 0,11 abaixo da média nacional. Já o diesel S-10 custava, em média, R$ 6,75, uma diferença de R$ 0,16 em relação ao valor nacional.
Fiscalização não encontrou irregularidades
Entre os dias 10 e 14 de agosto, a ANP realizou 145 ações de fiscalização em postos de combustíveis de diferentes estados. Em Mato Grosso do Sul, dois postos de Campo Grande foram vistoriados.
As fiscalizações tiveram como um dos focos a verificação de possíveis práticas de preços abusivos. Segundo a agência, nenhuma irregularidade foi identificada nos estabelecimentos fiscalizados na Capital.
Além de Mato Grosso do Sul, Amapá e Paraná também não registraram irregularidades entre os estados que receberam as ações.
Etanol ainda é a melhor opção
Mesmo com a gasolina abaixo da média nacional, o etanol continua sendo mais vantajoso para os motoristas de Campo Grande.
A comparação considera que o rendimento do etanol corresponde a cerca de 70% do rendimento da gasolina. Para fazer a conta, basta dividir o preço do litro do etanol pelo valor da gasolina.
Com os preços médios registrados na Capital, o resultado é de aproximadamente 0,60, abaixo do limite de 0,70. Nesse cenário, o etanol apresenta melhor custo-benefício.
Gasolina passa a ter mais etanol
Desde 1º de agosto, a gasolina comercializada no país passou a ter 32% de etanol anidro na composição, contra os 30% anteriores.
A mudança teve, entre seus objetivos, aumentar o uso do biocombustível produzido no país e reduzir a necessidade de importação de gasolina. A expectativa divulgada para a medida era de uma possível redução de até R$ 0,03 no preço para o consumidor.