O dólar encerrou esta quinta-feira (6) em queda e voltou ao patamar de R$ 5,10. A moeda norte-americana caiu 0,41% e fechou cotada a R$ 5,1073, depois de passar todo o dia em baixa e atingir a mínima de R$ 5,0906.
A desvalorização aconteceu um dia após o Banco Central reduzir a taxa Selic de 14,25% para 14% ao ano, decisão que já era esperada pelo mercado. Com isso, investidores desfizeram parte das operações de proteção feitas antes da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), favorecendo a valorização do real.
Outro fator que ajudou a moeda brasileira foi a forte alta do petróleo no mercado internacional. O barril do tipo Brent voltou a superar os US$ 80 após o aumento das tensões no Oriente Médio, beneficiando países exportadores de commodities, como o Brasil.
Apesar da queda desta quinta-feira, o dólar ainda acumula alta de 0,73% nos primeiros dias de agosto. No entanto, no acumulado de 2026, a moeda registra desvalorização de 6,95%.
Analistas avaliam que o comunicado divulgado pelo Banco Central indicou cautela em relação aos próximos passos da política de juros. Embora exista a possibilidade de um novo corte da Selic, a expectativa predominante é de uma pausa para acompanhar o comportamento da inflação e do cenário político.
Especialistas também destacam que os juros brasileiros continuam elevados em comparação aos dos Estados Unidos, o que mantém o interesse de investidores estrangeiros em aplicar recursos no país. Esse movimento tende a ajudar na estabilidade do câmbio.
A expectativa do mercado é que o dólar permaneça oscilando entre R$ 5,05 e R$ 5,25 nos próximos meses, podendo apresentar momentos de maior volatilidade diante de fatores políticos e econômicos, tanto no Brasil quanto no exterior.