Os Estados Unidos confirmaram nesta quarta-feira (15) a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos importados do Brasil. A medida foi oficializada pelo governo do presidente Donald Trump após o encerramento de uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR).
A decisão foi tomada depois do fim das negociações entre os governos brasileiro e norte-americano, que nas últimas semanas tentaram chegar a um acordo por meio de reuniões e contatos diplomáticos.
Apesar da nova taxação, os Estados Unidos ampliaram a lista de produtos brasileiros que ficarão isentos da medida. Entre eles estão café, suco de laranja, celulose e aeronaves, considerados estratégicos para a economia americana e importantes para evitar aumento de preços no mercado interno.
Como surgiu a investigação?
A investigação foi concluída em junho deste ano pelo USTR, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, legislação que permite ao governo dos Estados Unidos analisar práticas comerciais de outros países consideradas prejudiciais às empresas americanas.
No relatório, o órgão apontou que algumas políticas adotadas pelo Brasil poderiam criar barreiras ao comércio e afetar exportadores dos EUA. Com base nessa avaliação, recomendou a aplicação da tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros.
O caso ganhou repercussão após o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro defender a abertura da investigação junto às autoridades norte-americanas, tema que passou a integrar o debate sobre as relações comerciais entre os dois países.