Terça-feira, 11 de agosto de 2026

Exportação de carne suína cresce no Brasil, mas faturamento cai em julho

País amplia o volume de vendas para o exterior e conquista novos mercados; no acumulado do ano, receita chega a US$ 2,15 bilhões
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O Brasil aumentou as exportações de carne suína nos primeiros sete meses de 2026. Entre janeiro e julho, foram enviados ao exterior 925,6 mil toneladas, volume 9,1% maior que o registrado no mesmo período de 2025.

A receita também apresentou crescimento no acumulado do ano. As vendas internacionais movimentaram US$ 2,158 bilhões, alta de 5,8% em relação ao ano passado. Os dados são da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Julho teve mais carne exportada, mas receita foi menor

Em julho, o Brasil exportou 131,5 mil toneladas de carne suína, um crescimento de 3,7% na comparação com as 126,8 mil toneladas embarcadas no mesmo mês de 2025.

Apesar do aumento no volume, o faturamento caiu. A receita obtida em julho foi de US$ 298,3 milhões, redução de 5,6% frente aos US$ 316,1 milhões registrados em julho do ano passado.

Filipinas lideram as compras

As Filipinas foram o principal destino da carne suína brasileira em julho, com 20,3 mil toneladas importadas.

Na sequência aparecem:

  • Japão: 18,4 mil toneladas;
  • Chile: 13,9 mil toneladas;
  • China: 9,1 mil toneladas;
  • Argentina: 6,5 mil toneladas;
  • México: 6,3 mil toneladas;
  • Hong Kong: 6,2 mil toneladas;
  • Uruguai: 6,2 mil toneladas.

A ampliação do número de mercados compradores tem ajudado a fortalecer as exportações brasileiras. Países como Japão, Argentina, Peru e África do Sul vêm ganhando espaço nas vendas externas.

Para a ABPA, a diversificação dos destinos mostra a capacidade da suinocultura brasileira de ampliar sua presença internacional e conquistar novos mercados.

Santa Catarina continua na liderança

Entre os Estados brasileiros, Santa Catarina manteve a liderança nas exportações de carne suína em julho, com 64,6 mil toneladas embarcadas, praticamente o mesmo volume registrado no ano anterior.

O Rio Grande do Sul ficou em segundo lugar, com 29,4 mil toneladas, também com leve alta de 0,2%.

O Paraná aparece na terceira posição, com 21,7 mil toneladas, crescimento de 15,3% em relação a julho de 2025.

Entre os principais Estados exportadores, os maiores avanços foram registrados por Minas Gerais e Mato Grosso. Minas Gerais embarcou 4,2 mil toneladas, alta de 24,4%, enquanto Mato Grosso exportou 3,8 mil toneladas, crescimento de expressivos 35,7%.

Os números mostram que, mesmo com a queda na receita registrada especificamente em julho, o setor mantém uma trajetória de crescimento no volume exportado e amplia sua presença em diferentes mercados internacionais.

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