Sete governadores anunciaram nesta quinta-feira (30) a criação do “Consórcio da Paz”, uma aliança entre estados para trocar informações de inteligência, reforçar o apoio financeiro e ampliar a cooperação no combate ao crime organizado.
O encontro foi realizado no Palácio Guanabara, no Rio de Janeiro, e contou com a presença do governador fluminense Cláudio Castro, anfitrião da reunião, além de Eduardo Riedel (Mato Grosso do Sul), Romeu Zema (Minas Gerais), Jorginho Mello (Santa Catarina), Ronaldo Caiado (Goiás), e da vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão. O governador Tarcísio de Freitas (São Paulo) participou por videoconferência.
O governador Eduardo Riedel destacou que a iniciativa reforça a importância de ações conjuntas e integradas entre os estados para enfrentar a criminalidade de forma mais eficiente e planejada. “O trabalho compartilhado é essencial para fortalecer as forças de segurança e garantir mais tranquilidade à população. É hora de somar esforços”, afirmou.
O Rio de Janeiro será a sede inicial do grupo, responsável pela formalização e coordenação das primeiras ações. Segundo Castro, o consórcio seguirá o modelo de outras parcerias interestaduais já consolidadas em áreas como saúde e meio ambiente.
Os governadores ressaltaram que o Consórcio da Paz pretende envolver, gradualmente, todas as 27 unidades da Federação, com foco na troca de experiências, capacitação de profissionais, compra conjunta de equipamentos e integração de informações estratégicas.
A criação do consórcio ocorre após a Operação Contenção, no Rio de Janeiro, que resultou na morte de mais de 120 pessoas. Apesar da repercussão da ação, os líderes estaduais reforçaram que o objetivo do novo grupo é construir soluções duradouras, sem politização, para fortalecer a segurança pública em todo o país.
O movimento dos governadores também vem em resposta à PEC da Segurança Pública, proposta pelo governo federal que pretende definir diretrizes nacionais obrigatórias para os estados. Os chefes do Executivo estadual defendem que as ações de segurança devem continuar sob responsabilidade dos governos locais, preservando a autonomia constitucional dos estados.
Com a união de esforços e o compromisso de cooperação entre os estados, o “Consórcio da Paz” surge como um passo importante para fortalecer a segurança pública, valorizar o trabalho das forças policiais e garantir mais proteção à população brasileira. (Agência Brasil)