Segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Greve dos Correios continua sem prazo para terminar; veja o que pode acontecer com as entregas

Paralisação nacional começou na sexta-feira (11) e segue por tempo indeterminado. TST marcou para 21 de setembro o julgamento do dissídio coletivo.
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A greve dos trabalhadores dos Correios continua nesta segunda-feira (14) e ainda não tem data definida para terminar. A paralisação ocorre em diferentes regiões do país após a categoria rejeitar uma proposta apresentada pela empresa durante as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2028.

Entre os principais pontos de reivindicação estão a manutenção de direitos dos trabalhadores e questões relacionadas ao plano de saúde oferecido a empregados, aposentados e dependentes.

Entregas podem ser afetadas

Os Correios informaram que ativaram um plano de continuidade para tentar reduzir os impactos da greve. Entre as medidas estão o deslocamento de funcionários administrativos para atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para manter o fluxo de encomendas.

As agências continuam funcionando normalmente para atendimento ao público. No entanto, a empresa ainda não informou se haverá mudanças nos prazos de entrega ou quais regiões poderão registrar maiores atrasos.

TST determina manutenção de 80% dos funcionários

Após o fim das negociações sem acordo, os Correios levaram o caso ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). No sábado (12), uma decisão liminar determinou que 80% do efetivo permaneça trabalhando em cada unidade durante a paralisação.

A determinação inclui setores de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e áreas administrativas consideradas essenciais para a continuidade dos serviços.

O julgamento do dissídio coletivo está marcado para 21 de setembro, às 13h30. Até lá, trabalhadores e empresa ainda podem chegar a um acordo.

Mato Grosso do Sul está entre os estados com adesão

Segundo a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (FINDECT), sindicatos de diversos estados aprovaram a greve, incluindo Mato Grosso do Sul.

A paralisação também conta com adesão de entidades de estados como São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso, Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro, entre outros.

Empresa enfrenta dificuldades financeiras

A greve acontece em um momento de forte dificuldade financeira dos Correios. A empresa acumula 15 trimestres consecutivos de resultados negativos e registrou prejuízo de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre de 2026.

Para reforçar o caixa, os Correios também confirmaram um novo empréstimo de R$ 7 bilhões, previsto para este mês.

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