Sábado, 18 de abril de 2026

Guia orienta famílias sobre como proteger crianças de abusos durante confraternizações de fim de ano

Especialistas alertam que a maioria dos casos ocorre dentro de casa e reforçam a importância do diálogo e da vigilância
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Com a chegada das festas de fim de ano, período marcado por confraternizações familiares e encontros sociais, especialistas alertam para a necessidade de atenção redobrada com a segurança de crianças e adolescentes. Dados da Pesquisa Nacional da Situação de Violência Contra Crianças no Ambiente Doméstico, realizada pela ONG ChildFund, mostram que mais de 90% dos casos de violência contra crianças no Brasil acontecem dentro de casa.

Segundo o levantamento, 72% das ocorrências ocorrem na residência onde moram vítima e agressor, 15% na casa da própria vítima e 5,2% na moradia do acusado. Os números também revelam que 88% das vítimas de estupro são meninas, sendo que 61% têm até 13 anos de idade. Em 84% dos casos, o agressor é um familiar ou alguém próximo.

Diante desse cenário, e considerando o aumento da convivência em ambientes familiares durante as festas, a ChildFund — organização presente em mais de 60 países — elaborou um guia com orientações para ajudar pais e responsáveis a protegerem crianças e adolescentes durante confraternizações.

Entre as principais recomendações está o incentivo à comunicação aberta desde a primeira infância. De acordo com especialistas, o diálogo constante ajuda a criança a reconhecer os limites do próprio corpo, identificar situações de risco e se sentir segura para relatar qualquer desconforto ou violência.

O guia também orienta que crianças sejam mantidas sempre por perto, mesmo em ambientes familiares, evitando que fiquem sozinhas em quartos, banheiros ou locais isolados. Estabelecer regras claras antes dos eventos, definir adultos responsáveis e ensinar que abraços e beijos devem ser opcionais são medidas consideradas fundamentais.

Outros sinais de alerta incluem mudanças bruscas de comportamento, como medo repentino de determinadas pessoas, choro frequente, irritação ou silêncio excessivo. Em festas com consumo de álcool, a orientação é que haja adultos designados exclusivamente para cuidar das crianças, evitando descuidos.

A ONG reforça ainda que brincadeiras com “segredos”, pedidos para ficar sozinho com um adulto ou troca de presentes por carinho devem ser sempre comunicados a um responsável de confiança.

Em casos de suspeita ou confirmação de abuso, a recomendação é buscar ajuda imediatamente junto ao Conselho Tutelar, serviços especializados e realizar a denúncia pelo Disque 100, canal nacional para registro de violações de direitos humanos. (midiamax.com.br).

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