Os preços dos medicamentos no Brasil podem sofrer reajuste de até 3,81% a partir desta terça-feira (31). O novo limite foi definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos.
Apesar disso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária informou que o aumento não é automático. Ou seja, farmácias e fabricantes podem optar por aplicar reajustes menores ou até manter os preços atuais.
Percentuais variam conforme concorrência
O reajuste segue três níveis, de acordo com o tipo de medicamento:
- Até 3,81% para remédios com maior concorrência
- Até 2,47% para concorrência média
- Até 1,13% para baixa ou nenhuma concorrência
Alguns produtos, como fitoterápicos e homeopáticos, seguem regras específicas.
Reajuste é o menor dos últimos anos
Segundo a Anvisa, o reajuste médio deve ficar em até 2,47%, sendo o menor dos últimos 20 anos e abaixo da inflação recente.
A medida faz parte de uma política para controlar preços e evitar abusos no mercado farmacêutico.
Como funciona o aumento
O reajuste dos medicamentos ocorre uma vez por ano e leva em conta a inflação e fatores ligados à produtividade da indústria.
O objetivo é equilibrar os preços, garantindo acesso da população aos remédios e, ao mesmo tempo, manter o funcionamento do setor.