Segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

MP diz que Virginia descumpriu decisão judicial ao anunciar perfume sem estoque

Ministério Público de Goiás pede multa de R$ 100 mil por publicação após influenciadora promover perfume da WePink com desconto, mesmo proibida de fazer vendas sem comprovar estoque.
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O Ministério Público de Goiás (MP-GO) afirmou que a influenciadora Virginia Fonseca desrespeitou uma decisão judicial ao divulgar um perfume da marca WePink com desconto nas redes sociais, sem comprovar que havia produtos disponíveis. O órgão pediu à Justiça a aplicação de multa de R$ 100 mil por cada postagem e mantém a proibição de novas lives de vendas até que a empresa apresente o estoque completo.

De acordo com o promotor Élvio Vicente da Silva, as publicações com valores promocionais foram feitas no dia 18 de outubro, data em que a WePink também realizou uma live — o que contraria a liminar já em vigor. Prints das postagens foram anexados ao processo, comprovando que as promoções seguiram sendo divulgadas pelos perfis da empresa e da própria influenciadora.

Mesmo em viagem à Espanha, Virginia continuou fazendo promoções nas redes sociais. Em um dos vídeos, ela diz: “Tá saindo por R$ 54, até em live sai tipo por R$ 62. Vai ser o sábado inteiro.”

Entenda o caso

A WePink é alvo de uma ação civil pública movida pelo MP-GO após receber mais de 120 mil reclamações de consumidores em menos de dois anos. Entre as principais queixas estão atraso nas entregas, falta de resposta do atendimento e dificuldades para obter reembolso.

A liminar concedida pela Justiça obriga a empresa a:

  • Comprovar estoque antes de qualquer ação publicitária;
  • Criar um Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) com resposta em até 24 horas;
  • Garantir cancelamentos e reembolsos de forma rápida;
  • Publicar, nas redes sociais e no site, instruções claras sobre os direitos dos consumidores.

A defesa da WePink pediu a revogação da liminar, alegando que os dados do MP estão desatualizados e que a empresa teria autorização do Ministério da Fazenda para realizar as lives. No entanto, a juíza Tatianne Marcella Mendes Rosa Borges Mustafa decidiu manter as restrições.

O g1 tentou contato com a defesa da empresa, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. (G1)

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