Sexta-feira, 19 de junho de 2026

PIX por Aproximação terá limite flexível a partir de outubro

Banco Central acaba com teto diário de R$ 500 e usuários poderão definir o próprio limite para pagamentos por aproximação
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O Banco Central anunciou uma mudança importante no PIX por aproximação. A partir de 1º de outubro de 2026, deixa de existir o limite diário de R$ 500 para esse tipo de pagamento. Com a nova regra, cada usuário poderá solicitar ao banco o aumento ou a redução do valor permitido para as transações.

Criado em 2025, o PIX por aproximação permite realizar pagamentos apenas aproximando o celular ou relógio inteligente da maquininha, da mesma forma que acontece com cartões de crédito e débito por aproximação.

A funcionalidade utiliza a tecnologia NFC e funciona por meio de carteiras digitais compatíveis. Atualmente, o serviço está disponível em aparelhos Android por plataformas como Google Pay e Samsung Wallet.

Para usar o recurso, é necessário vincular a conta bancária à carteira digital. O processo é feito apenas uma vez e exige a confirmação da autorização junto à instituição financeira.

Depois da configuração, o pagamento é simples: basta escolher a opção PIX, aproximar o dispositivo da maquininha, conferir os dados da compra e confirmar a transação.

A modalidade foi criada para tornar os pagamentos mais rápidos e práticos, eliminando a necessidade de escanear QR Codes ou digitar informações manualmente.

PIX segue crescendo no Brasil

O PIX continua sendo um dos meios de pagamento mais utilizados pelos brasileiros. Somente no ano passado, o sistema movimentou mais de R$ 35 trilhões em transferências.

Além de facilitar a vida dos consumidores, a ferramenta ajudou milhões de pessoas a entrarem no sistema financeiro e ampliou as opções de pagamento para pequenos negócios em todo o país.

Segundo representantes do Banco Central, o PIX já alcançou praticamente toda a população adulta brasileira, consolidando-se como uma das maiores inovações do sistema financeiro nacional.

Sucesso do PIX gera críticas dos Estados Unidos

O crescimento do PIX também chamou a atenção dos Estados Unidos. O governo americano argumenta que o Banco Central atua ao mesmo tempo como regulador e operador do sistema, o que, segundo eles, favoreceria a plataforma em relação a empresas privadas do setor de pagamentos.

As críticas aparecem em documentos do Escritório de Comércio dos EUA (USTR) e foram usadas como parte das justificativas para propostas de tarifas sobre produtos brasileiros.

Especialistas, no entanto, avaliam que o sucesso do PIX, sua expansão internacional e a concorrência direta com grandes bandeiras de cartões, como Visa e Mastercard, ajudam a explicar a pressão dos americanos. Para eles, não existem argumentos sólidos que justifiquem questionamentos ao sistema brasileiro de pagamentos.

O PIX segue em expansão e deve ganhar ainda mais espaço com a popularização dos pagamentos por aproximação e o aumento da praticidade para consumidores e empresas.

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