Sábado, 10 de outubro de 2026

Pix supera 1 bilhão de chaves cadastradas no Brasil e movimenta R$ 3,2 trilhões em setembro

Sistema de pagamentos instantâneos já reúne cerca de 170 milhões de clientes e registrou 7,1 bilhões de transações em apenas um mês, segundo o Banco Central.
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O Pix continua ampliando sua presença na rotina dos brasileiros. Dados do Banco Central (BC) mostram que o sistema ultrapassou 1 bilhão de chaves cadastradas em setembro de 2026, chegando a 1,008 bilhão de registros no dia 30 do mês.

Em agosto, eram aproximadamente 998 milhões de chaves. Desde o fim de 2025, quando o sistema contabilizava 920 milhões, o crescimento foi de cerca de 88 milhões de registros.

Apesar do número expressivo, as chaves não representam a quantidade de usuários. Isso acontece porque uma mesma pessoa ou empresa pode cadastrar diferentes identificadores para receber pagamentos.

Segundo o BC, o Pix reúne aproximadamente 170 milhões de clientes, entre pessoas físicas e jurídicas.

Maioria das chaves é aleatória

Do total de registros, 956,7 milhões estão vinculados a pessoas físicas e 51,2 milhões a empresas.

As chaves aleatórias representam a maior parcela dos cadastros, permitindo que o usuário receba transferências sem precisar informar diretamente dados como CPF, telefone ou endereço de e-mail.

Confira a distribuição das chaves:

  • Chaves aleatórias: 526,8 milhões, equivalentes a 52,3%;
  • Número de celular: 166,3 milhões, ou 16,5%;
  • CPF: 153,9 milhões, correspondentes a 15,4%;
  • E-mail: 144,6 milhões, cerca de 14,3%.

Como funciona a chave Pix?

A chave Pix é um identificador vinculado a uma conta bancária ou de pagamento. Ela facilita as transferências, pois dispensa a necessidade de informar todos os dados bancários do destinatário.

É possível cadastrar como chave o CPF, CNPJ, número de celular, endereço de e-mail ou uma chave aleatória gerada pela instituição financeira.

Pelas regras informadas, pessoas físicas podem cadastrar até cinco chaves por conta, enquanto empresas podem registrar até 20. Cada chave só pode estar vinculada a uma conta por vez.

O cadastro e o gerenciamento são feitos pelo aplicativo ou internet banking do banco. O uso de uma chave, porém, não é obrigatório: também é possível transferir dinheiro utilizando os dados bancários do destinatário ou recursos como o QR Code.

Pix movimenta R$ 3,2 trilhões em um mês

O crescimento dos cadastros acompanha o volume de pagamentos realizados pelo sistema. Em setembro, foram processadas 7,1 bilhões de transações, que movimentaram aproximadamente R$ 3,2 trilhões.

Parte dessas operações passa pelo Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), administrado pelo Banco Central, responsável por liquidar transferências entre diferentes instituições financeiras em tempo real.

Quando a movimentação ocorre entre clientes da mesma instituição, a liquidação pode ser feita internamente, sem passar pelo SPI.

Cuidados para evitar fraudes

Embora as chaves aleatórias ajudem a preservar dados pessoais, é importante manter a atenção ao realizar transferências.

Antes de confirmar um pagamento, confira o nome do destinatário e as informações exibidas pelo aplicativo. Também evite compartilhar senhas, códigos de segurança ou dados bancários com desconhecidos.

O Banco Central informou, em novembro de 2025, que estudava mecanismos para impedir a criação de novas chaves sem autorização, como parte das iniciativas de prevenção a fraudes.

Com a expansão do Pix, a segurança continua sendo fundamental para que os usuários realizem pagamentos e transferências com mais tranquilidade.

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