O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, confirmou que a legenda terá Reinaldo Azambuja e Capitão Contar como pré-candidatos ao Senado Federal por Mato Grosso do Sul nas eleições deste ano. A decisão encerra meses de especulação sobre a composição da chapa da direita no Estado.
Em entrevista ao Correio do Estado, Valdemar revelou ainda que o PL já fechou aliança com o PP, garantindo apoio à reeleição do governador Eduardo Riedel. Em contrapartida, a Federação União Progressista (PP e União Brasil) não lançará candidato ao Senado, abrindo caminho para a dupla do PL.
Segundo Valdemar, o acordo foi costurado ainda no ano passado com a participação do ex-presidente Jair Bolsonaro, além de lideranças nacionais e estaduais do partido.
“A aliança está consolidada. A prioridade é reeleger o governador e eleger dois senadores comprometidos com o projeto da direita”, afirmou.
Gianni Nogueira fica fora da disputa
Questionado sobre a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL) — citada anteriormente como possível candidata ao Senado —, Valdemar afirmou que o projeto foi adiado. O dirigente explicou que, sem a presença de Bolsonaro na campanha, a candidatura perderia força política.
“Ela tem potencial, mas é mais prudente aguardar uma próxima oportunidade. Azambuja e Contar já têm musculatura política e conseguem caminhar sozinhos”, avaliou.
Nelsinho Trad fora da aliança
O presidente do PL também descartou qualquer composição com o senador Nelsinho Trad (PSD). Apesar de reconhecer a força eleitoral do parlamentar, Valdemar afirmou que as siglas seguirão caminhos distintos na disputa.
Reforço no palanque da direita
A filiação de Capitão Contar ao PL, oficializada no fim de 2025, foi apontada como estratégica para fortalecer o palanque conservador no Estado. Já Azambuja destacou que a união amplia as chances de vitória tanto para o governo quanto para o Senado.
“Ninguém tem vaga garantida. Vamos avaliar pesquisas, mas o Contar é um nome forte e competitivo”, afirmou o ex-governador.
Capitão Contar, por sua vez, disse que retorna ao PL com o objetivo de fortalecer a direita no Senado.
“O Brasil precisa de uma maioria comprometida com a Constituição, a liberdade e o povo brasileiro”, declarou. (correiodoestado.com.br).