Quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Sanae Takaichi faz história ao se tornar a primeira mulher a comandar o Japão

Conservadora e aliada de Shinzo Abe, nova primeira-ministra enfrenta o desafio de recuperar a economia e unir um partido enfraquecido após derrotas eleitorais.
2025-10-04t064619z-138951642-rc2u4hacn6aj-rtrmadp-3-japan-politics

O Parlamento japonês elegeu nesta terça-feira (21) Sanae Takaichi como a primeira mulher a assumir o cargo de primeira-ministra do Japão. A conservadora de 64 anos substitui Shigeru Ishiba, que deixou o posto após duas derrotas eleitorais e uma crise interna no Partido Liberal Democrata (PLD), encerrando um vácuo político de três meses.

Ex-ministra dos Assuntos Internos e da Segurança Econômica, Takaichi foi escolhida para liderar o PLD no início de outubro. Sua gestão deve seguir uma agenda econômica expansionista, com foco em estimular a quarta maior economia do mundo.

Discípula do ex-primeiro-ministro Shinzo Abe, assassinado em 2022, Takaichi tende a manter a linha política de seu mentor — reforço militar, crescimento econômico e revisão da constituição pacifista. No entanto, a nova líder inicia o mandato com uma base política instável, o que pode dificultar a execução de suas propostas.

Apesar de marcar um avanço histórico por ser a primeira mulher no cargo, Takaichi não tem a igualdade de gênero como prioridade. Ela se opõe ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, defende a sucessão imperial exclusivamente masculina e rejeita mudanças que permitam a casais adotarem sobrenomes diferentes.

Takaichi deve anunciar nas próximas semanas o novo gabinete, que incluirá aliados de Taro Aso, um dos principais nomes do partido. Entre seus primeiros desafios estão controlar a inflação e lançar até o fim de dezembro um pacote de estímulos econômicos para conter o descontentamento popular. (G1)

Compartilhe

Facebook
LinkedIn
X
WhatsApp

Cada comentário é de responsabilidade exclusiva de seu autor. Reservamo-nos o direito de recusar ou remover quaisquer comentários que não estejam alinhados com o objetivo do site ou que contenham linguagem ofensiva.