Sexta-feira, 17 de abril de 2026

São Paulo registra primeiro caso de Sarampo no Brasil em 2026

Bebê de seis meses contraiu a doença após viagem à Bolívia
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Um bebê de seis meses é o primeiro caso confirmado de sarampo no Brasil em 2026. A informação foi divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e confirmada pelo Ministério da Saúde.

Segundo as autoridades de saúde, a paciente — uma menina que não havia sido vacinada — contraiu a doença após uma viagem à Bolívia realizada em janeiro deste ano. O caso foi registrado em fevereiro e confirmado por exames laboratoriais.

Histórico recente

Em 2025, o estado de São Paulo registrou dois casos importados da doença. No total, o Brasil contabilizou 38 casos de sarampo no ano passado, distribuídos entre:

  • Distrito Federal — 1 caso

  • Rio de Janeiro — 2 casos

  • São Paulo — 2 casos

  • Rio Grande do Sul — 1 caso

  • Tocantins — 25 casos

  • Maranhão — 1 caso

  • Mato Grosso — 6 casos

Vacinação é principal forma de prevenção

De acordo com o Ministério da Saúde, a vacinação é a forma mais eficaz de prevenção contra o sarampo. A imunização faz parte do Calendário Nacional de Vacinação.

O esquema recomendado é:

  • 1ª dose: aos 12 meses de idade

  • 2ª dose: aos 15 meses

Pessoas entre 5 e 29 anos que não possuem comprovante de vacinação devem receber duas doses da vacina, com intervalo mínimo de 30 dias. Já adultos entre 30 e 59 anos precisam tomar apenas uma dose.

Doença altamente contagiosa

O sarampo é uma doença infecciosa viral altamente contagiosa que já foi uma das principais causas de mortalidade infantil no mundo. Entre os principais sintomas estão:

  • manchas vermelhas na pele

  • febre

  • coceira intensa

  • tosse e mal-estar

A transmissão ocorre pelo ar, por meio de gotículas liberadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% das pessoas próximas que não estejam imunizadas.

Alerta internacional

A Organização Mundial da Saúde alertou em fevereiro sobre o aumento de casos da doença nas Américas. Entre 2024 e 2025, houve crescimento de 32 vezes no número de infecções registradas na região, o que reforça a importância da vacinação e da vigilância epidemiológica. (Agência Brasil).

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