Sábado, 23 de maio de 2026

SUS passa a usar novo exame para detectar câncer de intestino antes dos sintomas

Teste simples e menos invasivo pode ajudar no diagnóstico precoce de milhões de brasileiros
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O Ministério da Saúde anunciou um novo protocolo no Sistema Único de Saúde (SUS) para ampliar a prevenção do câncer de intestino no Brasil. A partir de agora, o Teste Imunoquímico Fecal (FIT) será o exame de referência para homens e mulheres entre 50 e 75 anos que não apresentam sintomas da doença.

A novidade foi divulgada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante agenda oficial em Lyon, na França. Segundo o governo federal, a medida pode beneficiar mais de 40 milhões de brasileiros e aumentar o diagnóstico precoce do câncer colorretal, atualmente um dos mais comuns no país.

De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer, o Brasil deve registrar cerca de 53,8 mil novos casos da doença por ano entre 2026 e 2028.

Como funciona o novo exame

O FIT é um exame de fezes capaz de identificar pequenas quantidades de sangue invisíveis a olho nu. Esses sinais podem indicar pólipos, lesões pré-cancerígenas ou até câncer no intestino.

O paciente recebe um kit para fazer a coleta em casa. Basta retirar uma pequena amostra das fezes e encaminhar o material para análise laboratorial.

Entre as vantagens do teste estão:

  • não exige preparo intestinal;
  • não precisa de dieta antes da coleta;
  • utiliza apenas uma amostra;
  • é menos invasivo;
  • facilita a adesão da população.

Segundo o Ministério da Saúde, o exame tem alta precisão e pode identificar alterações com sensibilidade entre 85% e 92%.

Exame positivo não significa câncer

Quando o resultado apresenta sangue oculto nas fezes, o paciente é encaminhado para exames complementares, como a colonoscopia, considerada o principal método para avaliar o intestino.

Além de identificar possíveis lesões, a colonoscopia também permite retirar pólipos antes que evoluam para câncer.

Especialistas alertam que um resultado positivo não confirma necessariamente a doença. Problemas como hemorroidas e inflamações intestinais também podem causar sangramentos detectados pelo exame.

Da mesma forma, um resultado negativo não elimina totalmente o risco, já que algumas lesões podem não sangrar no momento da coleta.

Quem deve fazer o rastreamento

O novo protocolo é indicado para pessoas sem sintomas entre 50 e 75 anos.

Quem apresentar sinais como:

  • sangue nas fezes;
  • perda de peso sem explicação;
  • anemia;
  • alterações persistentes no intestino;
  • dores abdominais frequentes;

deve procurar atendimento médico independentemente da idade.

Pessoas com histórico familiar de câncer de intestino ou doenças intestinais também podem precisar iniciar o acompanhamento mais cedo, conforme orientação médica.

Desafio será ampliar o acesso ao tratamento

Especialistas destacam que o sucesso do rastreamento depende não apenas da realização do exame, mas também da rapidez no atendimento após resultados alterados.

O objetivo do novo protocolo é aumentar o diagnóstico precoce e reduzir a mortalidade causada pelo câncer de intestino no Brasil.

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