O SUS (Sistema Único de Saúde) vai passar a oferecer a lenalidomida, medicamento usado no tratamento de pacientes com mieloma múltiplo, um tipo de câncer que atinge a medula óssea. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (29) no Diário Oficial da União.
O remédio será destinado a pacientes recém-diagnosticados que passaram por transplante de células-tronco, etapa comum no tratamento da doença. Segundo o Ministério da Saúde, a inclusão segue o protocolo clínico adotado pela rede pública.
A lenalidomida chama atenção pelo alto custo. No mercado brasileiro, uma caixa do medicamento pode custar entre R$ 18 mil e R$ 35 mil, dependendo da dosagem e da marca. Como o tratamento é feito em ciclos, o valor mensal pode ficar ainda mais elevado.
Apesar da aprovação, o medicamento não estará disponível imediatamente. O Ministério da Saúde informou que terá prazo de até 180 dias para organizar a oferta do remédio na rede pública.
O mieloma múltiplo afeta células da medula óssea responsáveis pela produção de anticorpos. A doença pode causar problemas nos ossos, rins, sangue e sistema imunológico. Após o transplante, a lenalidomida é usada como tratamento de manutenção para ajudar no controle da doença.
A incorporação do medicamento ao SUS é considerada importante porque muitos pacientes não conseguem arcar com os custos do tratamento e acabam recorrendo à Justiça para obter o remédio gratuitamente.
A decisão foi analisada pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS), órgão responsável por avaliar a inclusão de medicamentos, exames e tratamentos na rede pública de saúde.