Terça-feira, 1 de setembro de 2026

SUS vai oferecer três novos medicamentos para tratamento do câncer de pulmão

Tratamentos serão disponibilizados a partir de outubro e podem beneficiar cerca de 1,9 mil pacientes na rede pública
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A partir de outubro, pacientes com alguns tipos de câncer de pulmão poderão contar com três medicamentos de alto custo pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida faz parte da nova política federal de assistência farmacêutica para tratamentos contra o câncer.

Os medicamentos são brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe, indicados para grupos específicos de pacientes, de acordo com o tipo, estágio e características do tumor. A estimativa do Ministério da Saúde é que aproximadamente 1,9 mil pessoas sejam beneficiadas.

O brigatinibe é utilizado em casos de câncer de pulmão de células não pequenas, em estágio avançado ou metastático, quando o tumor apresenta alteração no gene ALK. O medicamento atua bloqueando mecanismos que ajudam as células cancerígenas a crescer.

O gefitinibe também é destinado a pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas em estágio avançado ou metastático, mas para tumores que apresentam alterações no gene EGFR. Como o tratamento depende dessa característica do tumor, exames são necessários para identificar a mutação.

Já o durvalumabe é uma imunoterapia. Ele ajuda o sistema imunológico a combater as células do câncer e poderá ser utilizado em pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas em estágio 3, que não podem ser submetidos à cirurgia e que não apresentaram progressão da doença após quimioterapia e radioterapia.

Tratamentos de alto custo

Na rede particular, os valores dos tratamentos podem chegar a centenas de milhares de reais por ano. Segundo o Ministério da Saúde, o tratamento com durvalumabe pode ultrapassar R$ 643 mil anuais, enquanto brigatinibe e gefitinibe, juntos, podem superar R$ 604 mil por ano.

Com a nova política, o financiamento dos medicamentos ficará dentro da Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF-Onco).

A oferta dos medicamentos em outubro não significa que eles tenham sido aprovados recentemente. Cada tratamento já havia passado pelo processo de incorporação ao SUS em anos anteriores. O fornecimento, porém, ainda dependia de etapas como negociação de preços, definição do financiamento, aquisição e organização da distribuição.

A AF-Onco prevê, ao todo, 23 medicamentos de alto custo destinados ao tratamento de diferentes tipos de câncer. A expectativa do governo federal é alcançar mais de 100 mil pacientes, com investimento anual estimado em aproximadamente R$ 2,1 bilhões.

A ampliação do acesso aos medicamentos representa mais uma alternativa de tratamento para pacientes atendidos pela rede pública, especialmente em casos que dependem de terapias específicas conforme as características de cada tumor.

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