Um dos investigados pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) foi preso enquanto passava férias na praia de Itapema (SC). Ele é suspeito de participar de um esquema de corrupção envolvendo fraudes em licitações e desvio de dinheiro público ligados à Prefeitura e à Câmara Municipal de Terenos, em Mato Grosso do Sul.
Contra o suspeito havia um mandado de prisão, cumprido com apoio do Gaeco do Ministério Público de Santa Catarina. A identidade dele não foi divulgada.
A prisão faz parte das operações “Collusion” e “Simulatum”, deflagradas na última quarta-feira (21), que miram organizações criminosas que, desde 2021, manipulavam licitações e contratos públicos no município.
Em Campo Grande, também foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão, inclusive na sede do Grupo Impacto Mais de Comunicação e na casa do empresário Francisco Elivaldo, conhecido como Eli Sousa, que mantém contratos com a Prefeitura de Terenos.
Segundo o Ministério Público, na Operação Collusion, o grupo simulava concorrência em licitações usando empresas do mesmo núcleo empresarial para enganar o poder público, principalmente em contratos de serviços gráficos. Já a Operação Simulatum apura fraudes em contratos de publicidade e locação de equipamentos de som.
Ao todo, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 30 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, com apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar. As investigações seguem sob sigilo. (correiodoestado.com.br).