Uma história de superação e solidariedade chamou atenção da medicina brasileira. Jéssica, que nasceu sem útero, recebeu um presente especial: o transplante do órgão feito por sua irmã Jaqueline. O procedimento aconteceu em 17 de agosto do ano passado e foi o primeiro entre mulheres vivas na América Latina.
Após meses de acompanhamento, em fevereiro deste ano os médicos implantaram um embrião produzido com material genético de Jéssica e do marido Ronilson. Embora os especialistas estivessem cautelosos, o embrião evoluiu de forma surpreendente. Ele se dividiu em dois, e um deles se dividiu novamente, resultando em trigêmeos idênticos.
Com 28 semanas de gestação, Jéssica precisou ser internada de emergência após a ruptura da bolsa. No dia 20 de agosto (Hospital das Clínicas da USP), data em que completava 14 anos de casamento com Ronilson, os trigêmeos nasceram: Heitor com 835g, Ryan com 910g e Alisson com 911g. Os meninos permaneceram na UTI neonatal para ganhar peso e se desenvolver, enquanto Jéssica se recuperou bem e recebeu alta logo depois. Dois meses depois, os bebês também deixaram a UTI.
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Recentemente, Jéssica passou pela retirada do útero transplantado. Como o órgão não era dela, era necessário o uso contínuo de imunossupressores, o que aumentaria o risco de complicações. Agora, ela não pretende ter mais filhos e segue em bom estado de saúde.
Daqui a dez dias, os trigêmeos devem finalmente receber alta hospitalar, encerrando mais um capítulo dessa história que é um marco na medicina mundial. (G1 Fantástico)