Quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Tubarão que atraiu 1,4 milhão de visitantes na Coreia do Sul continua preso em canal

Fêmea de cerca de 3 metros está no local desde setembro; queda da temperatura da água e sinais de estresse aumentam a preocupação dos especialistas
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Um tubarão que se tornou atração para mais de 1,4 milhão de pessoas continua preso em um canal na cidade de Busan, no sul da Coreia do Sul. Apelidado de Bukangi, o animal está no local desde 18 de setembro e preocupa especialistas com a chegada do frio.

A fêmea, que mede aproximadamente 3 metros e pertence à espécie Carcharhinus obscurus, chamou a atenção de moradores e turistas. O caso ganhou tanta repercussão que até o presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, visitou a área nesta semana.

Duas tentativas de resgate já falharam

As autoridades já realizaram duas tentativas para conduzir o tubarão de volta ao mar, mas nenhuma teve sucesso.

Na segunda operação, o animal chegou perto da saída do canal, porém conseguiu passar por cima de uma rede durante a maré alta e retornou à parte interna.

Desde então, as equipes acompanham seus movimentos e avaliam a necessidade de uma nova tentativa de resgate.

Queda da temperatura preocupa pesquisadores

Atualmente, a água do canal está em torno de 22°C, mas pode esfriar mais de 5°C em novembro.

Segundo especialistas ouvidos pela imprensa sul-coreana, temperaturas abaixo de 15°C podem comprometer a permanência prolongada do animal no local. Por isso, pesquisadores defendem que uma nova operação seja planejada antes da chegada do frio mais intenso.

A espécie costuma circular em águas com temperaturas entre 18°C e 26°C e pode percorrer grandes distâncias em busca de condições mais favoráveis.

Ferimentos e comportamento aumentam alerta

Além da mudança na temperatura, o comportamento do tubarão também chama a atenção. O animal apresenta ferimentos no focinho e tem repetido trajetos em uma mesma área do canal, o que pode indicar estresse.

Outro problema envolve a atitude de alguns visitantes. Há relatos de pessoas que utilizam lanternas fortes durante a noite e jogam restos de comida na água.

Essas ações podem perturbar o animal e dificultar o acompanhamento realizado pelos especialistas.

Autoridades avaliam nova operação

O Instituto Nacional de Ciências Pesqueiras da Coreia do Sul continua monitorando os movimentos do tubarão e as condições da água.

Enquanto isso, as autoridades de Busan estudam uma terceira tentativa de conduzir Bukangi ao mar, diante da preocupação com a queda das temperaturas.

O desafio é realizar o resgate com segurança, reduzindo os riscos para o animal e evitando que ele volte a ficar preso no canal. Até que uma decisão seja tomada, o tubarão seguirá sob observação dos pesquisadores.

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